Combustíveis: Entre os principais impostos embutidos no preço estão o ICMS, arrecadado pelos estados, além de tributos federais como PIS/Cofins e Cide (Sergio Moraes/Reuters)
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Publicado em 28 de maio de 2026 às 06h00.
Abastecer o carro no Brasil custa mais do que apenas o valor do combustível produzido nas refinarias. Uma parte do preço pago pelo consumidor corresponde aos impostos cobrados pelos governos federal e estaduais. Por isso, quando o tema é carga tributária, o combustível está entre os produtos mais pesados.
Segundo estimativas do setor de combustíveis, os tributos representam cerca de 35% a 40% do valor final da gasolina vendida nos postos brasileiros.
Entre os principais impostos embutidos no preço estão o ICMS, arrecadado pelos estados, além de tributos federais como PIS/Cofins e Cide. Atualmente, apenas o ICMS da gasolina corresponde a R$ 1,57 por litro em todo o país.
Em seu site, a Petrobras mostra que, do preço médio de R$ 6,62, R$ 2,25 são de impostos estaduais e federais.
Além dos impostos, o valor cobrado nas bombas também inclui custos de produção, transporte, distribuição, mistura obrigatória de etanol anidro e margem de lucro de distribuidoras e postos.
O preço final ainda pode variar conforme o estado e as oscilações do mercado internacional do petróleo.
A carga tributária sobre combustíveis costuma ganhar destaque em períodos de alta da gasolina, justamente porque o consumidor percebe imediatamente o impacto no bolso.
O tema também aparece com frequência em debates sobre inflação, custo de vida e arrecadação pública.
O Dia Livre de Impostos é uma campanha organizada por entidades do comércio para mostrar ao consumidor quanto os tributos influenciam no preço de produtos e serviços no Brasil.
Durante a mobilização, empresas participantes vendem itens sem repassar o valor equivalente aos impostos. Em algumas cidades, postos de combustíveis também aderem à ação e oferecem gasolina com desconto proporcional à carga tributária embutida no preço.