Economia

Déficit em 2015 pode chegar a R$ 103 bilhões, diz relator

Leal ressaltou que o déficit pode chegar a R$ 103 bilhões se for necessário colocar em dia as "pedaladas fiscais"


	Joaquim Levy e Nelson Barbosa: rombo está previsto no documento enviado pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento ao Congresso
 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Joaquim Levy e Nelson Barbosa: rombo está previsto no documento enviado pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento ao Congresso (Ueslei Marcelino/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 28 de outubro de 2015 às 17h19.

Brasília - O relator do projeto que altera a meta de superávit primário em 2015, deputado Hugo Leal, disse nesta quarta-feira, 28, que o governo não descarta um déficit em 2015 maior do que os R$ 51,8 bilhões anunciados ontem, e que isto está previsto no documento encaminhado pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento ao Congresso Nacional.

Leal ressaltou que o déficit pode chegar a R$ 103 bilhões se for necessário colocar em dia as "pedaladas fiscais", que somam cerca de R$ 40 bilhões, e o leilão das hidrelétricas não ocorrer, do qual são esperados mais R$ 11 bilhões.

"Não descartamos a possibilidade de o déficit aumentar, o documento apresentado pelo governo prevê isso", afirmou.

Leal, que deverá apresentar seu relatório na próxima semana, disse que, ao invés de apresentar uma meta fechada, tende a propor mudanças conceituais, prevendo, por exemplo, que receitas poderão ser abatidas da meta ou os casos em que o déficit pode ser maior.

"Acho um risco apontar um número que não esteja consolidado", completou.

Acompanhe tudo sobre:Dilma RousseffPersonalidadesPolíticosPolíticos brasileirosPT – Partido dos TrabalhadoresPolítica no BrasilGoverno DilmaCrise econômicaDéficit públicoOrçamento federal

Mais de Economia

Focus eleva projeção do IPCA de 4,92% para 5,04% em 2026

Governo anuncia bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões em gastos no Orçamento

Arrecadação bate recorde em abril e supera R$ 1 trilhão no acumulado do ano

Desenrola 2.0 renegociou R$ 10 bilhões em dívidas, diz Durigan