Economia

Calor eleva preços de legumes e frutas em Sorocaba

Um dos mais afetados, o pimentão verde triplicou de preço em um mês


	Pimentão: caixa com 6,5 kg que no início de janeiro custava R$ 10, nesta segunda-feira era vendida a R$ 30 na unidade da Ceagesp de Sorocaba
 (Wikimedia Commons)

Pimentão: caixa com 6,5 kg que no início de janeiro custava R$ 10, nesta segunda-feira era vendida a R$ 30 na unidade da Ceagesp de Sorocaba (Wikimedia Commons)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de fevereiro de 2014 às 20h18.

Sorocaba - As perdas causadas pelo calor excessivo e a falta de chuva fizeram subir os preços de verduras, legumes e algumas frutas nos entrepostos de comercialização de Sorocaba (SP). Um dos mais afetados, o pimentão verde triplicou de preço em um mês. A caixa com 6,5 kg que no início de janeiro custava R$ 10, nesta segunda-feira, 10, era vendida a R$ 30 na unidade da Ceagesp de Sorocaba.

Entre as verduras mais consumidas, a caixa de alface crespa subiu de R$ 25 para R$ 37. O agricultor Eugênio Lara, de Araçoiaba da Serra, disse que o sol forte causou perdas de até 70% na produção. "Não adianta regar, a planta murcha e queima."

Com a escassez, o preço disparou. Produtos cultivados em estufa não escapam do calor excessivo. O pé de alface americana, que era vendido a R$ 1,50 no final de dezembro, passou a custar R$ 3 e quase não é encontrado. "Mesmo na estufa, as folhas sentem e a planta não se desenvolve bem", disse o produtor Erasmo Leiva, de Votorantim. O preço da laranja de mesa também subiu. No atacado, a caixa de 40 kg subiu de R$ 9,30 para R$ 19,50 em um mês.

Nos supermercados, o preço médio do quilo da fruta passou de R$ 0,99 para R$ 1,99. De acordo com o produtor, Germano Castro, de Pilar do Sul, com o calor e a falta de chuvas a laranja fica murcha ainda no pé. O preço da banana nanica estava a R$ 1,50 o quilo no atacado, alta de 40% em um mês. Os produtores do Vale do Ribeira, principal região produtora, são obrigados a manter o fruto em ambiente climatizado por causa do calor, elevando o custo.

Acompanhe tudo sobre:PreçosSaúde e boa formaClimaSecasVerdurasLegumes

Mais de Economia

Oriente Médio perderá US$ 4,3 bilhões em 2026 no setor aéreo, prevê Iata

Aéreas vão gastar US$ 100 bi a mais com combustível e lucro cai pela metade, diz Iata

Corte de voos segue em análise, especialmente em rotas no interior, diz CEO da Azul

Passagens aéreas devem seguir mais caras pelo resto do ano, diz CEO da Latam