Ferrán Torres ergue a taça da Copa do Mundo de 2026 após a vitória da Espanha sobre a Argentina. (David Ramos/Getty Images via AFP)
Repórter
Publicado em 19 de julho de 2026 às 20h13.
Além da taça e do bicampeonato mundial, a Espanha leva para casa um prêmio histórico da Fifa.
A seleção bicampeã receberá US$ 51,5 milhões — cerca de R$ 263,5 milhões — pelo título conquistado neste domingo, 19, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
É a maior premiação já paga pela entidade a uma seleção campeã do mundo.
A Fifa distribuiu um total de US$ 727 milhões (aproximadamente R$ 3,8 bilhões) entre as 48 seleções participantes da Copa do Mundo de 2026 — um aumento de 50% em relação à edição de 2022, no Catar, quando foram distribuídos US$ 440 milhões.
O prêmio da campeã também bateu recorde: em 2022, a Argentina recebeu US$ 42 milhões pelo título. Em 2018, a França faturou US$ 38 milhões. A Espanha recebeu US$ 51,5 milhões — US$ 9,5 milhões a mais do que a Argentina recebeu há quatro anos.
A premiação da Copa do Mundo é financiada pela Fifa com recursos provenientes de direitos de transmissão, patrocínios e licenciamentos. O torneio de 2026, o primeiro com 48 seleções, foi também o maior da história em termos de público e receita gerada — o que permitiu à entidade expandir o bolo de premiações em 50% em relação à edição anterior.
Além do prêmio às seleções, a Fifa também distribuiu US$ 355 milhões aos clubes que cederam jogadores para o torneio — um aumento de 70% em relação a 2022. O Barcelona, clube de Ferrán Torres — autor do gol do título —, é um dos que devem receber parte desse valor.
É importante destacar que o prêmio da Fifa é pago à Real Federación Española de Fútbol (RFEF), não diretamente aos atletas. Cada federação define internamente como distribuir o valor entre comissão técnica e jogadores.
Na Copa de 2022, por exemplo, a Argentina definiu uma divisão igualitária entre todos os convocados. Caberá à RFEF anunciar como será feita a partilha do prêmio histórico desta edição.