Economia

AIE vê riscos de alta para petróleo

Após oito trimestres consecutivos de contração, demanda nos países muito industrializados do mundo voltaram a crescer no segundo trimestre deste ano


	Petróleo: "o risco de alta nos mercados de petróleo, tanto do lado da oferta quanto da procura, está se provando notavelmente persistente", disse a AIE
 (Getty Images)

Petróleo: "o risco de alta nos mercados de petróleo, tanto do lado da oferta quanto da procura, está se provando notavelmente persistente", disse a AIE (Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 11 de dezembro de 2013 às 07h38.

Londres - Uma demanda crescente por petróleo e oferta em queda indicam que o mercado encara riscos de alta de preços nos próximos meses, disse a reguladora energética do Ocidente nesta quarta-feira.

A Agência Internacional de Energia (AIE) disse em seu relatório mensal que, após oito trimestres consecutivos de contração, a demanda por petróleo nos países muito industrializados do mundo voltaram a crescer no segundo trimestre deste ano.

Desde então a demanda por combustível se acelerou, particularmente nos Estados Unidos, o maior consumidor de petróleo do mundo. No mês passado, a demanda de petróleo nos EUA saltou de volta para mais de 20 milhões de barris por dia (bpd) pela primeira vez desde a crise financeira de 2008.

"O crescimento do consumo vem ganhando ímpeto desde então", disse a AIE, que orienta a política energética da maioria dos grandes países consumidores.

"Os participantes dos mercados de petróleo têm se preparado para uma desaceleração no primeiro trimestre. Mas o risco de alta nos mercados de petróleo, tanto do lado da oferta quanto da procura, está se provando notavelmente persistente".

A agência, que tem sede em Paris, revisou para cima suas estimativas para o crescimento mundial da demanda por petróleo em 145.000 bpd para 1,2 milhão de bpd em 2013, e em 110.000 bpd para 1,2 milhão bpd em 2014.

Acompanhe tudo sobre:PetróleoPreçosEnergiaCommodities

Mais de Economia

Oriente Médio perderá US$ 4,3 bilhões em 2026 no setor aéreo, prevê Iata

Aéreas vão gastar US$ 100 bi a mais com combustível e lucro cai pela metade, diz Iata

Corte de voos segue em análise, especialmente em rotas no interior, diz CEO da Azul

Passagens aéreas devem seguir mais caras pelo resto do ano, diz CEO da Latam