Vacina da covid-19 pode ter novo efeito colateral raro em mulheres

Reino Unido identificou quase mil casos, mas não há notícia de alterações permanentes no organismo, apenas temporárias; especialistas mantêm a recomendação da vacinação para frear a pandemia do novo coronavírus

A covid-19, doença infecciosa causada pelo novo coronavírus, ainda deixa algumas perguntas não respondidas. As entidades e os órgãos de saúde pública locais combatem o avanço da pandemia e tratam os infectados em hospitais enquanto as vacinas não chegam, e os pesquisadores de todo o mundo tentam entender melhor a extensão potencial dos danos. Um novo efeito raro que pode ter relação com a vacina da covid-19 em mulheres é uma alteração temporária no ciclo menstrual. Porém, as vacinas não influenciam na fertilidade dos indivíduos que as tomam.

No Reino Unido, o governo identificou 958 casos de irregularidades no ciclo, incluindo hemorragias, de acordo com o site do periódico científico British Medical Journal. O país aprovou e aplicou na população três vacinas contra a covid-19: Pfizer, AstraZeneca e Moderna.

“Se você for elegível para receber uma vacina, vá tomá-la. E se você tiver um fluxo menstrual mais intenso no próximo mês, pense nisso como um efeito colateral temporário e tente não se preocupar”, escreveu Michelle Wise, conferencista sênior no departamento de obstetrícia e ginecologia da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, em artigo publicado recentemente no site The Conversation.

Pesquisadores, como Kate Clancy, professora associada da Universidade de Illinois, buscam entender melhor a relação entre a vacinação e mudanças no ciclo menstrual.

Mais estudos são necessários

A investigação ainda não tem resultados conclusivos, mas especialistas do mundo todo mantêm a recomendação de tomar as vacinas aprovadas em seus países para conter a pandemia de covid-19. No Brasil, estão aprovadas vacinas da Pfizer, da AstraZeneca, da Covaxin e da Sinovac (Coronavac).

Recentemente, a Anvisa recomendou suspender a aplicação da vacina da AstraZeneca, feita junto com a Universidade de Oxford, em mulheres grávidas. A decisão da agência é fundamentada no "monitoramento constante de eventos adversos possivelmente causados pelas vacinas em uso" no Brasil.

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