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Pfizer negocia com governo para ter vacina no Brasil no início de 2021

Vacina terá três preços diferentes: um para países ricos, outro para renda média (como o Brasil) e um terceiro valor para países subdesenvolvidos
Pfizer: empresa mantém negociações com o governo brasileiro (Reuters/Dado Ruvic)
Pfizer: empresa mantém negociações com o governo brasileiro (Reuters/Dado Ruvic)
Por ReutersPublicado em 12/11/2020 20:10 | Última atualização em 12/11/2020 20:10Tempo de Leitura: 6 min de leitura

O presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, afirmou nesta quinta-feira que mantém negociações com o governo brasileiro com vistas a possibilitar a chegada ao país da vacina contra covid-19 em desenvolvimento pela empresa no primeiro trimestre do ano que vem.

"No caso do Brasil, ainda estamos trabalhando fortemente com o governo brasileiro para tentar acelerar a disponibilidade no Brasil o mais rápido possível. Tenho esperança, como o governo também, de que no primeiro trimestre do próximo ano poderíamos estar contando com essa vacina disponível no Brasil", disse o executivo durante participação virtual em simpósio da Academia Nacional de Medicina sobre prováveis cenários de vacinação para a covid-19.

    A vacina da Pfizer Inc passou a liderar nesta semana a corrida por um imunizante contra o novo coronavírus, depois que a empresa e sua parceira BioNTech anunciaram que sua candidata mostrou ter eficácia superior a 90%, com base em dados iniciais dos ensaios clínicos em estágio avançado.

    A possível vacina passa atualmente por testes clínico em estágio avançado no Brasil com 3.100 voluntários nos Estados de São Paulo e da Bahia, mas não há até o momento acordo para compra pelo governo federal ou por qualquer Estado.

    De acordo com o Ministério da Saúde, todas as vacinas com estudos avançados no mundo estão sendo analisadas para possível aquisição pelo governo federal, inclusive a do laboratório Pfizer.

    Se for fechado um acordo, as doses seriam importadas das fábricas da Pfizer nos Estados Unidos e na Europa, mas posteriormente a empresa poderia firmar parceria com alguma instituição brasileira incluindo transferência de tecnologia, afirmou Murillo.

    "Temos interesse em conversar para que essa tecnologia esteja presente no país", afirmou o executivo, lembrando que a vacina da empresa tem como base a tecnologia de RNA mensageiro, ainda inédita no mundo. "Um país como o Brasil tem que ter acesso e participar desse novo tipo de vacinas e plataformas."

    Sobre a necessidade de armazenamento da vacina a temperaturas muito baixas, de no mínimo -70 graus Celsius, Murillo disse que a empresa já oferece juntamente com a vacina uma forma de armazenamento por até 15 dias que utiliza apenas gelo seco.

    "Não é um tema simples e tampouco resolve a logística, mas muda muito o esquema de pensar que um país precisaria, para cada centro de vacinação, ter um ultrafreezer, não é isso", afirmou.

    A vacina terá três preços diferentes: um para países ricos, outro para renda média (como o Brasil) e um terceiro valor para países subdesenvolvidos, mas o executivo não detalhou.

    Até o momento, o governo brasileiro fez sua aposta principal no campo das vacinas para Covid-19 na candidata desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca. Separadamente, o Estado de São Paulo tem um acordo com a empresa chinesa Sinovac, para a coronaVac.

    Como estamos?

    Por Tamires Vitorio

    Das 47 em fases de testes, apenas 10 estão na fase 3, a última antes de uma possível aprovação. São elas a chinesa da Sinovac Biotech, a também chinesa da Sinopharm, a britânica de Oxford em parceria com a AstraZeneca, a americana da Moderna, da Pfizer e BioNTech, a russa do Instituto Gamaleya, a chinesa CanSino, a americana Janssen Pharmaceutical Companies e a também americana Novavax.

    Quem terá prioridade para tomar a vacina?

    Nenhuma vacina contra a covid-19 foi aprovada ainda, mas os países estão correndo para entender melhor qual será a ordem de prioridade para a população uma vez que a proteção chegar ao mercado. Um grupo de especialistas nos Estados Unidos, por exemplo, divulgou em setembro uma lista de recomendações que podem dar uma luz a como deve acontecer a campanha de vacinação.

    Segundo o relatório dos especialistas americanos (ainda em rascunho), na primeira fase deverão ser vacinados profissionais de alto risco na área da saúde, socorristas, depois pessoas de todas as idades com problemas prévios de saúde e condições que as coloquem em alto risco e idosos que morem em locais lotados.

    Na segunda fase, a vacinação deve ocorrer em trabalhadores essenciais com alto risco de exposição à doença, professores e demais profissionais da área de educação, pessoas com doenças prévias de risco médio, adultos mais velhos não inclusos na primeira fase, pessoas em situação de rua que passam as noites em abrigos, indivíduos em prisões e profissionais que atuam nas áreas.

    A terceira fase deve ter como foco jovens, crianças e trabalhadores essenciais que não foram incluídos nas duas primeiras. É somente na quarta e última fase que toda a população será vacinada.

    Quão eficaz uma vacina precisa ser?

    Segundo uma pesquisa publicada no jornal científico American Journal of Preventive Medicine uma vacina precisa ter 80% de eficácia para colocar um ponto final à pandemia. Para evitar que outras aconteçam, a prevenção precisa ser 70% eficaz.

    Uma vacina com uma taxa de eficácia menor, de 60% a 80% pode, inclusive, reduzir a necessidade por outras medidas para evitar a transmissão do vírus, como o distanciamento social. Mas não é tão simples assim.

    Isso porque a eficácia de uma vacina é diretamente proporcional à quantidade de pessoas que a tomam, ou seja, se 75% da população for vacinada, a proteção precisa ser 70% capaz de prevenir uma infecção para evitar futuras pandemias e 80% eficaz para acabar com o surto de uma doença.

    As perspectivas mudam se apenas 60% das pessoas receberem a vacinação, e a eficácia precisa ser de 100% para conseguir acabar com uma pandemia que já estiver acontecendo — como a da covid-19.

    Isso indica que a vida pode não voltar ao “normal” assim que, finalmente, uma vacina passar por todas as fases de testes clínicos e for aprovada e pode demorar até que 75% da população mundial esteja vacinada.