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OMS alertou em março que a desigualdade nas vacinas geraria variantes

Na época, Tedros Adhanom classificou como "sufocante" o pouco progresso feito em direção a uma distribuição mais igualitária dos imunizantes

À medida que as vacinas contra o coronavírus eram produzidas, entre 2020 e 2021, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, reforçava recorrentemente que os governos mundiais levassem em conta as projeções de especialista de saúde sobre quantas doses, e em qual período os lotes deveriam ser enviados para que fosse possível vacinar todo o mundo, não apenas os países mais ricos.

Isso era necessário, dizia ele, para reduzir as taxas de mortalidade e doenças graves nas nações mais pobres e para proteger suas populações das consequências econômicas.

As evidências também apontavam outro e mais latente motivo: quanto mais o vírus se espalha, maior a probabilidade dele sofrer uma mutação e resultar em uma cepa que pode se tornar perigosa para todos, incluindo os vacinados.

Talvez pelo devido descaso com o alerta, há indícios de que este temor se concretizou. Uma nova variante do coronavírus chamada B.1.1.529 foi identificada na África do Sul e vem preocupando autoridades mundiais pelo seu grande número de mutações: são 50 ao todo.

O quão ela é transmissível ou perigosa ainda está sob análise, mas a nova variante já levou a quedas na bolsa e a países da Europa restringindo viagens para seu local de origem.

Em março, Tedros Adhanom reforçou publicamente o pedido de forma ainda mais contundente: clamou para que países ricos compartilhem mais doses de vacinas contra o coronavírus a nações mais pobres. Segundo ele, vacinar todos os cidadãos enquanto a maior parte da população mundial continua sem os imunizantes dá uma "sensação falsa de segurança".

"Se não for por solidariedade, peço que países ricos compartilhem as doses pelo seu próprio interesse", disse Tedros, que completou ao afirmar que as nações mais desenvolvidas do mundo vacinam suas populações ao custo das vidas de idosos e profissionais da saúde de regiões de menor renda.

Não está claro exatamente onde a nova variante foi gerada. Pode ter sido na África do Sul ou Botswana, ou em um país vizinho.

Mas ambos os países têm baixas taxas de vacinação e documentaram um luta diplomática para garantir as doses, inclusive acusando as nações ricas de acumularem vacinas.

Até quinta-feira, apenas 23,51% das pessoas na África do Sul e 19,58% no Botswana foram vacinadas, informou o Our World in Data.

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