Ciência

Erupção de vulcão submarino pode formar nova ilha no Pacífico

Nasa detectou atividade vulcânica no Mar de Bismarck em 8 de maio, com anomalias térmicas em área de 7 km²

Imagem de satélite: "nuvem" branca mais espessa é chamada de pluma e é uma mistura de partículas vulcânicas com vapor  (Nasa)

Imagem de satélite: "nuvem" branca mais espessa é chamada de pluma e é uma mistura de partículas vulcânicas com vapor (Nasa)

Maria Eduarda Lameza
Maria Eduarda Lameza

Estagiária de jornalismo

Publicado em 26 de maio de 2026 às 07h20.

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Uma erupção vulcânica submarina no Mar de Bismarck, ao norte de Papua-Nova Guiné, pode formar uma nova ilha no Pacífico, segundo a Nasa. A atividade foi detectada por satélites em 8 de maio de 2026.

A região fica na área central do Mar de Bismarck, em uma bacia oceânica com falhas, erupções vulcânicas, formações geológicas e zonas ativas de atividade tectônicas.

A Nasa afirmou em um comunicado oficial na última semana que está monitorando a situação. A agência explica que não havia mapas de alta resolução da área quando os sinais foram registrados. A erupção deve ocorrer na Dorsal de Titã, cerca de 16 quilômetros ao sudeste do local de uma erupção submarina registrada em 1972.

A região fica na área central do Mar de Bismarck, em uma bacia oceânica com falhas, erupções vulcânicas, formações geológicas e zonas ativas de atividade tectônicas. Ainda não há consenso entre cientistas sobre qual estrutura vulcânica entrou em erupção.

Nova ilha pode emergir da erupção

O fenômeno começou com um pequeno conjunto de terremotos em 8 de maio. A partir do dia 9, os satélites Aqua e Terra, da Nasa, captaram plumas vulcânicas brancas, ricas em vapor, subindo para a atmosfera. Plumas são misturas de partículas vulcânicas, gases e ar, produzidas por uma variedade de erupções explosivas.

A tecnologia utilizada para identificar o local aproximado da erupção é chamada de senso de cor. Essa ferramenta lê imagens de satélite e consegue descolorir as áreas onde há agitação da água ao redor da erupção. Até 12 de maio foram detectadas anomalias térmicas em uma área de cerca de sete quilômetros quadrados.

Erupção submarina: pontos coloridos em imagem de satélite indicam onde acontece a atividade vulcânica (Nasa)

“Estamos agora esperando para ver se uma nova ilha está prestes a nascer Algo que raramente conseguimos observar com satélites enquanto acontece”, disse Jim Garvin, cientista-chefe do Centro de Voos Espaciais da Nasa.

Caso uma ilha emerja, vulcanólogos da agência devem acompanhar sua evolução. A estrutura pode formar uma cratera duradoura, colapsar ou sofrer erosão rápida.

A Nasa afirma que, até agora, a erupção foi menos explosiva que eventos submarinos recentes, como os de Hunga Tonga-Hunga Ha'apai, em 2022, e Fukutoku-Okanoba, em 2021.

Ainda não está claro quanto tempo a atividade vai durar. A erupção de 1972 na região durou quatro dias. Outra erupção submarina, ocorrida a cerca de 100 quilômetros dali no Estreito de St. Andrew, em 1957, durou quase quatro anos.

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