Obesidade é um fator de risco agravante do novo coronavírus, diz pesquisa

Cientistas reforçam necessidade de revisão de políticas públicas para controlar a obesidade

A obesidade está sendo apontada por especialistas como um fator agravante do novo coronavírus no organismo. Pesquisadores brasileiros analisaram que indivíduos obesos estão mais propensos a ter problemas graves de saúde decorrentes da covid-19.

O estudo, realizado por cientistas da Universidade de São Paulo, indica que pessoas que possuem um grau de inflamação ou deficiências imunológicas correm mais riscos de sofrer com o vírus.

Publicado na revista Obesity Research & Clinical Practice, o estudo observou dados de 6.577 pacientes que foram infectados pelo novo coronavírus nos seguintes países: China, França, Espanha, Itália e Estados Unidos. Desses participantes, 9,4% dos indivíduos acima do peso que estavam internados morreram.

Em abril, médicos já haviam observado uma relação evidente entre a obesidade e a covid-19 grave. Mas se pensava que isso ocorria porque a obesidade quase sempre está acompanhada de comorbidades. O que o estudo da USP mostra é que somente ser obeso já eleva muito o risco de covid-19.

Uma pesquisa anterior, divulgada na mesma publicação, revelou que o risco de internação de pessoas obesas que contraíram covid-19 é de 74% maior do que o de pessoas sem essa condição, enquanto o risco de morte é 48% maior.

Isso acontece porque a obesidade faz com que os mecanismos de defesa do organismo sejam desregulados, gerando mais riscos de inflamação. O novo coronavírus acaba se multiplicando no tecido adiposo e atacando o corpo humano com mais intensidade.

No Brasil, segundo uma análise feita pelo Ministério da Saúde, mais de 55% da população têm sobrepeso, e 19,2% são considerados obesos. Além de ter menos defesas contra o vírus, a obesidade também prejudica o funcionamento dos pulmões, deixando o indivíduo ainda mais vulnerável.

Embora ainda não existam dados sobre pacientes obesos com coronavírus no Brasil, especialistas acreditam ser necessário rever políticas públicas para controlar a doença — agora, mais do que nunca, devido à falta de exercícios físicos gerada pela pandemia.

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