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O enxofre pode curar a infecção do novo coronavírus?

Nâo há evidências científicas que liguem o enxofre a uma cura para a infecção pelo novo coronavírus

 (Getty Images/Getty Images)

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Redação EXAME

9 de junho de 2020, 17h30

O enxofre pode curar pessoas infectadas pelo novo coronavírus? A hipótese foi trazida ao debate público pelo presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que prometeu uma reunião com uma apoiadora que acredita que o enxofre possa curar pacientes com a covid-19.

Apesar da crença, faltam estudos que relacionem o enxofre a uma imunização ou tratamento para pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

Um estudo de 2006 relata que produtos com aminoácidos do enxofre podem melhorar os aspectos anti-inflamatórios da resposta imune do corpo humano, tanto em testes de laboratório quando testes em animais vivos. Os produtos em questão são a glutamina e a taurina (usados como suplementos alimentares para praticantes de atividade física) e a homocisteína. O argumento da apoiadora de Bolsonaro é que o enxofre possa curar a covid-19 devido aos benefícios que o componente traz ao organismo humano.

No mundo, cerca de 200 medicamentos estão em análise, incluindo a cloroquina, que sofreu um revés recente com a retratação do jornal científico The Lancet em um artigo que indicava que o remédio não era eficaz contra a covid-19.

No entanto, faltam pesquisas publicadas por institutos de pesquisa qualificados sobre a relação entre o enxofre e a covid-19.