Dengue: agente de saúde faz fumegação para combater proliferação do mosquito transmissor da dengue em escola (Jorge Adorno/Reuters)
Agência Brasil
Publicado em 18 de abril de 2022 às 14h41.
Última atualização em 18 de abril de 2022 às 14h42.
Por Agência Brasil
Segundo explicou, em um efeito sazonal, os meses de abril e maio costumam registrar aumento nas ocorrências. “Quando se pega a série histórica e não isoladamente 2021, a gente vê que eles [os casos] estão dentro do esperado para esta época. A dengue é uma doença sazonal e nessa época - abril e maio - é quando há alta nas ocorrências”, disse.
O secretário acrescentou que 2021 foi um ano muito voltado para a vacinação contra a covid-19 e não é possível avaliar se houve subnotificação de casos de dengue e, por isso, estaria mostrando o aumento de um ano para o outro. “O importante é que os números de 2022 estão dentro de uma normalidade na série histórica. É óbvio que a gente continua monitorando e preocupado com isso”, acentuou.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) voltou a fazer este ano visitas domiciliares. “Fizemos mais de dois milhões de visitas domiciliares e identificamos mais de 480 mil possíveis depósitos de larvas de mosquitos. É importante que a população ajude. A gente sabe que dois terços dos focos de dengue estão dentro das residências e, como o ciclo do mosquito demora de cinco a dez dias, se uma vez por semana [o morador] gastar 10 minutos dentro de sua casa e procurar garrafas, latas de lixo, barris e caixas d’água sem tampas, se fizer essa procura, ele vai ajudar bastante na prevenção da doença”, sugeriu.
A secretaria informou que, considerando o período entre janeiro e abril, em 2018 houve 2.260 casos; em 2019, 7.581; em 2020, 851; e no ano passado, 390.
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