Marte: Nasa revela descobertas que podem mudar o que sabemos do espaço (adventtr/Getty Images)
Redatora
Publicado em 27 de março de 2026 às 06h48.
A Nasa divulgou ao longo de 2025 uma série de descobertas que ampliam o conhecimento sobre o espaço, incluindo possíveis sinais de vida em Marte, objetos vindos de outros sistemas estelares e novos registros do Sol. Os resultados foram apresentados em diferentes estudos científicos e missões da agência.
Mesmo em meio a mudanças internas e desafios orçamentários, pesquisas conduzidas com telescópios, sondas e robôs continuaram gerando dados relevantes sobre a origem e o funcionamento do Universo.
Durante a exploração da cratera Jezero, o rover Perseverance identificou uma rocha com características incomuns. A formação, chamada Cheyava Falls, apresentou elementos como carbono, fósforo e ferro.
Os dados foram analisados por uma equipe liderada por Joel Hurowitz e publicados na revista Nature. Os pesquisadores apontam que a composição pode estar associada a processos biológicos, embora a confirmação dependa de análises futuras em laboratório na Terra.
Em junho, o sistema ATLAS detectou o cometa 3I/ATLAS, um objeto originado fora do Sistema Solar.
Esse tipo de corpo celeste é raro e permite estudar a composição de outros sistemas planetários. Observações indicaram alta concentração de dióxido de carbono e idade avançada, o que fornece pistas sobre a formação de ambientes distantes.
Astrônomos confirmaram a existência de uma estrela companheira orbitando Betelgeuse.
A descoberta foi liderada por Steve B. Howell e publicada no periódico The Astrophysical Journal Letters. A presença dessa estrela ajuda a explicar variações de brilho observadas há décadas.
O Telescópio Espacial James Webb identificou uma nova lua orbitando Urano, chamada provisoriamente de S/2025 U1.
Com cerca de 10 quilômetros de diâmetro, o satélite natural não havia sido detectado anteriormente, nem mesmo pela missão Voyager 2. A descoberta sugere que outros corpos ainda podem existir ao redor do planeta.
Pesquisadores identificaram um dos maiores buracos negros já registrados, com massa estimada em 36 bilhões de vezes a do Sol.
O objeto está localizado na galáxia conhecida como Ferradura Cósmica. O estudo foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e liderado por Carlos Melo.
A missão OSIRIS-REx analisou amostras do asteroide Bennu e identificou compostos como aminoácidos e nucleobases.
Os resultados foram publicados nas revistas Nature Astronomy e Nature Geoscience. Também foram encontrados açúcares, o que amplia a compreensão sobre a origem dos componentes químicos ligados à vida.
No fim do ranking aparece a sonda Parker Solar Probe, que registrou as imagens mais próximas já feitas do Sol.
Os dados mostram a coroa solar com alto nível de detalhe, incluindo ejeções de massa coronal e ventos solares. As observações ajudam a entender fenômenos que podem afetar satélites e sistemas tecnológicos na Terra.