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Ibovespa vai aos 180 mil pontos em mais um dia de baixa; dólar segue em R$ 4,89

Índice foi pressionado principalmente pelas ações da Petrobras, que recuaram mais de 1% após balanço

Ibovespa: principal índice da B3 fechou em baixa de 0,86%, aos 180.342,33 pontos (Germano Lüders/Exame)

Ibovespa: principal índice da B3 fechou em baixa de 0,86%, aos 180.342,33 pontos (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 12 de maio de 2026 às 17h34.

Última atualização em 12 de maio de 2026 às 17h47.

O Ibovespa caiu pelo segundo dia consecutivo nesta terça-feira, 12, pressionado principalmente pelas ações da Petrobras, e voltou a perder o patamar dos 181 mil pontos. O principal índice da B3 fechou em baixa de 0,86%, aos 180.342,33 pontos, em sessão marcada pela repercussão de balanços corporativos e dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. O giro financeiro do pregão somou R$ 29 bilhões.

O dólar à vista encerrou o dia em leve alta de 0,08%, cotado a R$ 4,8954, após oscilar entre R$ 4,8894 e R$ 4,9158. Investidores acompanharam os números de inflação nas duas maiores economias das Américas e a nova alta do petróleo, em meio às tensões no Oriente Médio. Lá fora, o índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de divisas, avançava 0,33%, aos 98,280 pontos.

As ações da Petrobras pesaram sobre a bolsa brasileira após a divulgação do balanço do primeiro trimestre, que decepcionou o mercado. Os papéis preferenciais da companhia (PETR4) caíram 1,62%, a R$ 45,68, enquanto as ações ordinárias (PETR3) recuaram 1,16%, a R$ 50,22.

O mercado também repercutiu os dados de inflação. O IPCA desacelerou de 0,88% em março para 0,67% em abril, em linha com as expectativas do mercado. Nos Estados Unidos, investidores acompanharam a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) , em meio às expectativas sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve.

Além da Petrobras, outras blue chips fecharam no vermelho. A Vale (VALE3) caiu 0,24%, a R$ 83,25, acompanhando a queda de 0,98% do minério de ferro no exterior. Entre os bancos, Itaú Unibanco (ITUB4) recuou 1,14%, Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,02%, Bradesco (BBDC4) perdeu 0,72% e Santander Brasil (SANB11) cedeu 0,65%. A unit do BTG Pactual (BPAC11) foi exceção e encerrou praticamente estável, com alta de 0,07%.

Entre as maiores quedas do índice, destaque para Natura (NTCO3), que recuou 5,62%, Yduqs (YDUQ3), com baixa de 4,03%, e Azzas 2154 (AZZA3), que caiu 3,29%.

Na ponta positiva, a Braskem (BRKM5) disparou 29,02%, após a Petrobras sinalizar que pretende ampliar sua atuação na petroquímica enquanto sócia da empresa. Já Hapvida (HAPV3) avançou 9,27% após repercussão positiva de seus resultados trimestrais, enquanto Direcional Engenharia (DIRR3) subiu 3,50%.

Petróleo sobe com cessar-fogo em "estado crítico"

No exterior, o clima também é de cautela. Os preços do petróleo avançam com força hoje após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o cessar-fogo entre o país e o Irã está "em estado crítico", aumentando o temor de uma nova escalada no Oriente Médio.

No fechamento, o contrato do Brent para julho subiu 3,41%, a US$ 107,77 por barril na ICE, enquanto o WTI para junho avançou 4,19%, a US$ 102,18 por barril na Nymex.

Essa tensão no mercado de energia segue como principal foco dos investidores globais, especialmente diante do risco de interrupções prolongadas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo. O CEO da Saudi Aramco, Amin Nasser, havia alertado que, mesmo que a passagem marítima seja reaberta imediatamente, o mercado pode levar meses para se reequilibrar, e a normalização da oferta pode ficar comprometida até 2027.

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