Coronavírus aumenta entre jovens adultos cansados de isolamento social

Em diversos países, incluindo Japão, Espanha e Estados Unidos, infecções entre millennials e a Geração Z têm gerado novas ondas de casos

A fadiga psicológica causada pelas medidas de isolamento social se torna um grande desafio para conter a pandemia, que já dura oito meses. Isso é especialmente evidente entre jovens adultos, que têm menos medo do coronavírus e sofrem maiores custos econômicos e sociais quando ficam em casa.

Em diversos países, incluindo Japão, Espanha e Estados Unidos, infecções entre millennials e a Geração Z têm gerado novas ondas de casos que não parecem estar diminuindo apesar das restrições reimpostas. A preocupante tendência reflete que os freios do distanciamento social se mostram insustentáveis por um longo período, apesar da eficácia inicial para achatar a curva do vírus globalmente no início deste ano.

São as pessoas que são mais atingidas econômica e socialmente com os bloqueios, mas que são as menos afetadas pela doença”, afirmou Peter Collignon, professor de medicina clínica da Escola de Medicina da Universidade Nacional da Austrália, em Canberra.“O problema que temos é que as pessoas cujo comportamento mais precisamos mudar têm entre 20 e 30 anos.”

O fato de as pessoas mais jovens estarem menos expostas a uma infecção grave de Covid-19 ou à morte as encoraja a desobedecer as regras à medida que as demissões aumentam. Adultos jovens estão saindo por razões que variam desde deslocamentos para o trabalho ou cuidado de pessoas. Mas também vão a bares e boates e até a festas de Covid-19 para se infectarem deliberadamente.

Com isso, figuras públicas como Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, têm pedido aos jovens que sejam mais responsáveis e não façam “parte da propagação da pandemia”.

Para governos que enfrentam novos focos e com uma vacina eficaz ainda a meses de distância, existem poucas opções além do apelo para ficar em casa.

“Como você controla o comportamento nesse grupo, quando as consequências médicas para eles são muito menores do que para alguém de 70 ou 80 anos, mas as consequências econômicas são muito maiores?”, pergunta Collignon, acrescentando: “Esse é um dilema para o qual não sei a resposta.”

–Com a colaboração de Sybilla Gross, Jinshan Hong e Peter Pae.

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