Ciência

Coquetel da AstraZeneca neutraliza subvariantes da Ômicron, revela estudo

Medicamento reduziu carga viral até de amostras de BA.2, altamente contagiosa

AstraZeneca: Na semana passada, o regulador de medicamentos da Inglaterra aprovou a terapia para prevenir infecções em adultos com baixa resposta imunológica mesmo após receberem as vacinas (Stefan Wermuth/Reuters)

AstraZeneca: Na semana passada, o regulador de medicamentos da Inglaterra aprovou a terapia para prevenir infecções em adultos com baixa resposta imunológica mesmo após receberem as vacinas (Stefan Wermuth/Reuters)

AO

Agência O Globo

Publicado em 21 de março de 2022 às 09h51.

A AstraZeneca informou nesta segunda-feira que seu coquetel à base de anticorpos que previne e trata a covid-19 conseguiu neutralizar as subvariantes da Ômicron, incluindo a subvariante BA.2, altamente contagiosa.

Os testes foram realizados em laboratório na Universidade de Washington, nos Estados Unidos. O Evusheld reduziu a quantidade de vírus detectada em amostras das subvariantes BA.1, BA.1.1 e BA.2 da Ômicron em pulmões de camundongos. O estudo ainda não foi revisado por pares.

Estes são os primeiros dados que analisam o impacto do tratamento em mutações da Ômicron após o recente aumento global de casos de infecções do coronavírus. Em dezembro, a farmacêutica divulgou outro estudo de laboratório confirmava que o coquetel era eficaz contra a Ômicron.

"As descobertas destacam ainda mais o Evusheld como uma opção potencialmente importante para ajudar a proteger pacientes vulneráveis, como os imunocomprometidos, que podem enfrentar consequências mais graves se forem infectados com o coronavírus”, disse em comunicado John Perez, chefe de Desenvolvimento tardio, vacinas e terapias imunológicas da AstraZeneca, disse.

Na semana passada, o regulador de medicamentos da Inglaterra aprovou a terapia para prevenir infecções em adultos com baixa resposta imunológica mesmo após receberem as vacinas. O tratamento está atualmente sob revisão do regulador da Europa e já foi autorizado nos Estados Unidos.

Acompanhe tudo sobre:RemédiosAstraZenecaCoronavírusPandemia

Mais de Ciência

BBB 26: Médico explica como Henri Castelli sofreu convulsão durante prova; veja como se prevenir

Superluas, eclipses e meteoros: o que observar no céu em 2026

Estudo revela como era o 1º parente do Homo Sapiens: 'Não se parecia com humanos'

Ex-CEO do Google quer transformar o céu em um 'banco de dados'