Ciência

Cientistas descobrem como 'empurrar' asteroides sem explodir tudo

Teste revela que rochas espaciais ficam mais resistentes sob impacto extremo e podem ser desviadas com mais controle

Asteroides: ciência descobre como não explodi-los ( brdilhanik/Freepik)

Asteroides: ciência descobre como não explodi-los ( brdilhanik/Freepik)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 21 de março de 2026 às 11h15.

Última atualização em 21 de março de 2026 às 11h29.

Desviar um asteroide pode não exigir explosões ou destruição completa — e a ciência começa a mostrar como fazer isso de forma mais controlada.

Um novo experimento indica que materiais de asteroides conseguem suportar níveis extremos de energia sem se fragmentar. Em alguns casos, eles podem até se tornar mais resistentes durante o processo.

Para investigar esse comportamento, pesquisadores usaram uma amostra do meteorito Campo del Cielo e a submeteram a feixes de prótons de 440 GeV na instalação HiRadMat, do CERN.

A análise foi feita em tempo real com laser Doppler vibrometry, técnica que permite medir vibrações e deformações sem danificar o material.

Mais resistência do que o previsto

Os resultados mostram que o material absorve mais energia do que modelos anteriores indicavam, sem se romper.

A explicação está na estrutura interna, que redistribui o estresse de forma complexa. Isso permite que o material suporte impactos intensos e, em certos casos, aumente sua resistência.

Os cientistas também identificaram que quanto mais rápido o material é submetido a estresse, maior sua capacidade de dissipar energia.

Nova estratégia para defesa planetária

As conclusões abrem caminho para métodos mais precisos de desvio de asteroides, sem a necessidade de fragmentação.

Isso significa que seria possível transferir energia para o interior do corpo celeste e alterar sua trajetória com maior controle.

O estudo ajuda a resolver diferenças entre testes laboratoriais e o comportamento observado de meteoros na atmosfera terrestre.

A pesquisa contou com participação da Universidade de Oxford e parceria com a Outer Solar System Company. Os resultados foram publicados na revista Nature Communications.

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