Calor assustador na Sibéria bate recorde e escancara crise climática

O calor da Sibéria pode acabar tornando 2020 o ano mais quente de todos, apesar da redução das emissões de carbono por conta do isolamento pelo coronavírus

“Está fazendo um frio da Sibéria”, diziam as pessoas há anos atrás. Mas, em pleno 2020, a frase pode não ser mais tão real assim. Isso porque a província russa acabou de bater um recorde de onda de calor, atingindo a marca de 25ºC em Khatanga, local que geralmente não passa de 0ºC neste período do ano. O recorde anterior era de 12ºC.

O calor da Sibéria pode acabar tornando 2020 o ano mais quente de todos, apesar da redução das emissões de carbono por conta do isolamento pelo novo coronavírus. As regiões polares têm sido extremamente afetadas porque os oceanos carregam o calor em direção aos polos e derrete o gelo. O que escancara a crise climática que o planeta vem vivendo nos últimos anos.

Cientistas disseram ao jornal britânico The Guardian que a onda de calor é “sem dúvidas alarmante” e que as altas temperaturas podem estar ligadas aos incêndios florestais, derramamento de óleo e até mesmo a traças que comem árvores. A meteorologista russa Marina Makarova afirmou ao jornal que o inverno deste ano no local foi “um dos mais quentes da história desde que os registros começaram há 130 anos”.

Segundo o Serviço de Mudança Climática do Copernicus, gerenciado pela União Europeia, em maio, no final da primavera e no começo do verão no hemisfério norte, as temperaturas na Sibéria soferam uma alta de 10ºC.

Pelo Acordo de Paris, o mundo deve manter a elevação das temperaturas em até 2 graus. Para isso, é preciso diminuir 80% das emissões até 2050. Mas, exceto por um hiato durante esta pandemia, que praticamente paralisou a economia, as emissões de gases de efeito estufa estão aumentando. Nenhuma grande economia, atualmente, cumpre com os compromissos estabelecidos em Paris.

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