Ciência

Artemis II: como a NASA prepara astronautas para a missão à Lua?

Astronautas treinam desde 2023 em simuladores da cápsula Orion e passam por quarentena antes do lançamento, agora previsto para março

Nasa astronauts (left to right) Jeremy Hansen, Christina Koch, Victor Glover and Reid Wiseman who will venture around the Moon on Artemis II, the first crewed flight aboard NASA's human deep space capabilities, arrive for The Moonwalkers at Lightroom King's Cross in London. Offering a perspective on humankind's past and future voyages to the moon, Lightroom's projection and audio technology transforms the space into a vehicle for an immersive voyage. Picture date: Tuesday December 5, 2023. (Photo by SM/PA Images via Getty Images) (SM/PA Images /Getty Images)

Nasa astronauts (left to right) Jeremy Hansen, Christina Koch, Victor Glover and Reid Wiseman who will venture around the Moon on Artemis II, the first crewed flight aboard NASA's human deep space capabilities, arrive for The Moonwalkers at Lightroom King's Cross in London. Offering a perspective on humankind's past and future voyages to the moon, Lightroom's projection and audio technology transforms the space into a vehicle for an immersive voyage. Picture date: Tuesday December 5, 2023. (Photo by SM/PA Images via Getty Images) (SM/PA Images /Getty Images)

Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 19h41.

A missão Artemis II, da Nasa, marca o retorno de astronautas ao entorno da Lua após mais de meio século desde a última visita humana ao satélite natural. Antes de embarcar, porém, a tripulação enfrenta uma rotina de preparação considerada decisiva para o sucesso do voo: treinamento intensivo, simulações repetidas e protocolos com foco em reduzir a chance de falhas.

A viagem será feita na cápsula Orion, onde quatro astronautas vão permanecer por cerca de 10 dias em um espaço interno de apenas 9 metros cúbicos, equivalente ao de duas vans pequenas. Nesse ambiente, cada procedimento é ensaiado diversas vezes, já que a missão levará a tripulação a aproximadamente 400 mil quilômetros da Terra.

a Nasa anunciou o adiamento para março do lançamento de sua primeira missão tripulada à Lua depois de mais de 50 anos. A decisão foi tomada após a identificação de um vazamento de combustível durante um teste considerado decisivo antes da decolagem.

Como é o treinamento da tripulação dentro da cápsula Orion

Desde 2023, os astronautas treinam em simuladores que reproduzem a rotina dentro da Orion. O objetivo é praticar ações do dia a dia, como comer, dormir e operar sistemas vitais, além de se preparar para cenários críticos.

Entre as situações simuladas está a perda total de comunicação com o controle da Nasa. Como a missão vai passar pelo lado oculto da Lua, a interrupção do sinal é prevista no planejamento.

De jatos supersônicos à microgravidade: O treino extremo para voltar à Lua

A rotina de treinamento também inclui atividades fora da cápsula, voltadas para resistência e tomada de decisão em ambientes adversos. Os exercícios citados incluem:

  • voos em jatos supersônicos,
  • treinos em tanques de águas profundas, usados para simular microgravidade,
  • sessões de geologia em locais de clima extremo.

Os astronautas também reforçam que o trabalho em equipe é parte central da preparação, com foco em apoiar uns aos outros durante a missão.

Contagem regressiva para março

Na semana passada, os quatro integrantes da Artemis II entraram em quarentena, etapa obrigatória antes de missões tripuladas. A medida busca evitar que doenças sejam levadas para dentro da cápsula, já que qualquer infecção pode comprometer o planejamento e a segurança do voo.

Enquanto isso, o foguete SLS, com quase 100 metros de altura, está posicionado na plataforma para os testes finais.

Rumo ao recorde

Durante os 10 dias de missão, a Orion fará um trajeto descrito como um “8” no espaço. No ponto mais distante, a cápsula deve chegar a 7 mil quilômetros além da Lua, superando o recorde associado à Apollo 13 e tornando a tripulação os seres humanos que mais longe estiveram da Terra.

O momento mais sensível ocorre quando a nave passa pelo lado oculto da Lua, período em que o sinal de rádio com a Terra será interrompido e os quatro astronautas ficarão sem contato com o controle da missão.

A Artemis II foi planejada a partir dos resultados da Artemis I, lançada quatro anos antes, que comprovou que a Orion era capaz de viajar até a Lua e retornar sem tripulação. A missão serviu como etapa anterior ao retorno humano à órbita lunar.

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