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Relógio da Cartier bate recorde de valor em leilão

Peça de 1987, uma das três fabricadas naquele ano, superou em mais do dobro sua estimativa máxima na Sotheby's de Hong Kong

Cartier Crash de 1987 foi arrematado em leilão por US$ 1,99 milhão (Divulgação )

Cartier Crash de 1987 foi arrematado em leilão por US$ 1,99 milhão (Divulgação )

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Gustavo Frank

Jonalista colaborador

Publicado em 8 de maio de 2026 às 15h54.

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Um Cartier Crash de 1987 foi arrematado por HK$ 15,6 milhões, o equivalente a cerca de US$ 1,99 milhão, no leilão Important Watches da Sotheby's em Hong Kong, na última semana. O valor é o maior já registrado para um relógio de pulso da Cartier em leilão. O recorde anterior, de US$ 1,65 milhão, pertencia a outro Crash, vendido em 2022.

O exemplar em questão é fabricado em ouro amarelo 18 quilates, com mostrador branco assimétrico, numerais romanos distorcidos, coroa cravejada de safiras e movimento Jaeger-LeCoultre calibre 841 assinado pela Cartier. A peça carrega os hallmarks de Londres no verso e a inscrição "Cartier London" no mostrador, detalhes que aumentam significativamente seu valor entre colecionadores. Era esperado que o relógio alcançasse entre HK$ 3,2 milhões e HK$ 6 milhões. A disputa durou nove minutos.

Cartier Crash de 1987

Cartier Crash de 1987, ouro amarelo 18 quilates, um dos três exemplares fabricados naquele ano em Londres

O Crash não foi um sucesso imediato. O modelo foi criado em 1967 na boutique londrina da Cartier, então dirigida por Jean-Jacques Cartier, bisneto do fundador da maison, em parceria com o designer chefe Rupert Emmerson.

A forma "derretida" do caixa, que remete diretamente ao surrealismo de Dalí, tornava a fabricação trabalhosa e a leitura das horas difícil. Estima-se que apenas uma dúzia de peças tenha saído da primeira produção. "Aquele primeiro Crash causou muita dor de cabeça", disse Jean-Jacques Cartier anos depois. "Era preciso que ficasse bonito, mas também que marcasse as horas."

O modelo ressurgiu em tiragens limitadas ao longo das décadas seguintes. O exemplar vendido na semana passada é um dos três Crashes especialmente fabricados em Londres em 1987, segundo os arquivos da Cartier em Genebra. O primeiro Crash foi vendido por cerca de US$ 1.000 à época, o equivalente a aproximadamente US$ 9.000 em valores atuais. Em 2021, um exemplar de 1970 alcançou US$ 1,02 milhão na Sotheby's de Genebra. Em 2022, um original de 1967 bateu o recorde por US$ 1,65 milhão. Na semana passada, o valor subiu novamente.

O leilão faz parte de uma coleção de 300 relógios Cartier vintage, sendo vendida progressivamente pela Sotheby's ao longo de 2026, descrita pela casa de leilões como a maior coleção particular de Cartier já levada ao mercado. Os próximos lotes serão apresentados em Genebra em maio e em Nova York em junho.

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