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Programa Pânico é condenado a pagar R$ 100 mil a Aguinaldo Silva

O autor acionou a Justiça alegando uso pejorativo de sua imagem e ofensa à sua honra

Pânico: a Band afirmou que vai recorrer da decisão (Band/Facebook/Reprodução)

Pânico: a Band afirmou que vai recorrer da decisão (Band/Facebook/Reprodução)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 16 de novembro de 2017 às 18h01.

A Band, o humorista Wellington Muniz, o Ceará, o ex-diretor Alan Rapp do programa Pânico na Band e o produtor Marcelo Picon, o Bolinha, foram condenados por danos morais em segunda instância e agora deverão pagar indenização de R$ 100 mil ao autor Aguinaldo Silva, da Globo.

A decisão da 17ª Câmara Cível do Tribunal do Rio de Janeiro vem à tona após o autor acionar a Justiça alegando uso pejorativo de sua imagem e ofensa à sua honra. O objeto da manifestação era o personagem Aguinaldo Senta, interpretado por Ceará no Pânico na Band.

No despacho, datado de 1º de novembro, o desembargador Elton Leme escreve que há um "conjunto probatório" que afasta a tese de que a caracterização de Silva possa ser considerada paródia, e que, "diante da ridicularização pública do autor embargado", ocorre uma "ofensa à personalidade" do dramaturgo.

"Em que pese o direito ao exercício da liberdade artística, de cunho humorístico, inclusive quanto à realização de paródias, fato é que a conduta dos réus implicou no descrédito e desonra da imagem do autor, ensejando a responsabilidade solidária dos réus", escreveu o juiz.

Procurada pelo E+, a Band afirmou que vai recorrer da decisão.

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