Casual

Prestígio inabalável: as assinaturas mais valiosas e desejadas da arte brasileira

De recordistas em leilões internacionais a ícones modernos consagrados, saiba por que nomes como Adriana Varejão e Beatriz Milhazes são os ativos mais disputados por grandes fortunas

Arte no Brasil: os mais prestigiados do mercado nacional (Jonathas de Andrade/Divulgação)

Arte no Brasil: os mais prestigiados do mercado nacional (Jonathas de Andrade/Divulgação)

Daniel Salles
Daniel Salles

Repórter

Publicado em 29 de junho de 2026 às 06h30.

Priorizar nos meus resultados Google
Tudo sobreArtes visuais
Saiba mais

No universo da arte brasileira, existem nomes que transcendem as oscilações de tendências e fincam bandeira em um território de valorização perene. São os artistas do chamado "primeiro escalão", cujas assinaturas funcionam como âncoras patrimoniais.

O mercado de arte contemporânea e moderna no Brasil encontra nesses nomes uma base de sustentação em feiras de grande porte, como a SP-Arte e a ArtRio. Seja por meio das telas hipnóticas de Adriana Varejão, que neste ano divide os holofotes globais na Bienal de Veneza, das composições cromáticas de Beatriz Milhazes ou da solidez histórica das bandeirinhas de Alfredo Volpi, essas obras movimentam cifras milionárias anualmente e atraem investidores que buscam diversificação de capital em bens tangíveis de altíssimo prestígio.

Abaixo, detalhamos os perfis das seis assinaturas cujo prestígio permanece inabalável no topo da cadeia das artes plásticas. Confira:

Adriana Varejão

Para muitos colecionadores, ela é tida como um must have. Representada, atualmente, por duas galerias estrangeiras, a americana Gagosian e a inglesa Victoria Miro, Varejão figura no acervo de importantes instituições, como Instituto Inhotim, Guggenheim, MoMA e Tate Modern. Algo hipnótica, sua obra é extremamente conceitual e política. Propõe, constantemente, um diálogo com a história colonial e pós-colonial do Brasil e remete tanto ao barroco brasileiro quanto à literatura de viagem setecentista. Na Bienal de Veneza deste ano, representa o Brasil ao lado de Rosana Paulino.

Beatriz Milhazes

Tela da Beatriz Milhazes (Divulgação/Divulgação)

É um dos principais nomes da abstração contemporânea. Suas telas, para lá de coloridas, são o sonho de consumo de muita gente — quem não gostaria de pendurar uma delas na parede de casa? A obra de Milhazes espelha diversas referências da cultura brasileira, do Barroco ao Carnaval. Com padrões vibrantes e contrastes cromáticos, cria uma harmonia dinâmica por meio da técnica de monotransfer, desenvolvida por ela. Sua produção se expande para colagem, gravura e escultura, e integra importantes coleções e exposições internacionais. Sua galeria é a Fortes D’Aloia & Gabriel.

Volpi

Tela de Volpi na SP-Arte (Volpi/SP-Arte)

Todos os anos, na SP-Arte, uma grande quantidade de telas do ítalo-brasileiro Alfredo Volpi (1896–1988) troca de mãos. Figura central na história da arte brasileira, ele deixou uma obra vasta, o que explica o impressionante número de transações, até hoje, envolvendo o nome dele. Isso e o inegável apelo de suas telas, inconfundíveis — as fachadas e as bandeirinhas viraram sua marca. Sua obra combina cultura popular e rigor formal, com cores luminosas preparadas artesanalmente. Uma das galerias que comercializam sua obra é a Galatea.

Lucas Arruda

No ano passado, definitivamente, passou a ombrear com os nomes mais celebrados da arte contemporânea brasileira. O motivo: foi o primeiro brasileiro a ter uma exposição individual no Musée d’Orsay, em Paris. Avesso aos holofotes, o paulistano de 42 anos cria pinturas que navegam entre a figuração e a abstração. Ele cria atmosferas sutis onde horizonte, cor e vazio tensionam realidade e imaginação. Seus trabalhos evocam estados contemplativos, nos quais o olhar reconstrói paisagens interiores em constante transformação. Suas galerias são a Mendes Wood DM e a americana David Zwirner.

Jonathas de Andrade

A provocativa obra deste artista alagoano de 44 anos caiu nas graças do público, da crítica e dos colecionadores. Oscilando entre a fotografia, o vídeo e a instalação, Andrade faz trabalhos ficcionais, mas que também fazem as vezes de documentários em diálogo com comunidades, ampliando vozes marginalizadas. Por meio de narrativas poéticas e alegóricas, ele investiga e tensiona construções de gênero, classe e raça no Brasil, propondo releituras críticas da história e explorando a arte como força de transformação social. É representado pela Nara Roesler.

OSGEMEOS

No catálogo da Nara Roesler, Otávio e Gustavo Pandolfo ajudaram a abrir as portas das artes plásticas para o grafite. Muita gente que não cogitava investir em arte mudou de ideia depois de colocar o olho em um dos trabalhos da dupla. Desde os anos 1990, eles criam um universo onírico repleto de personagens inspirados no folclore e na cultura hip-hop. Suas obras transformam a paisagem urbana em narrativas visuais, combinando crítica social, imaginação e forte identidade gráfica. É impossível, mesmo de longe, não reconhecer os traços deles.

Acompanhe tudo sobre:ArteArtes visuais

Mais de Casual

Airbnb proíbe anfitriões de exigir que hospedes lavem louça e tirem lixo; veja as regras

A receita da Vic Beauté para disputar a gôndola da Sephora com gigantes de maquiagem

Dia do Espumante Brasileiro: conheça os rótulos favoritos de 10 chefs

Four Seasons acelera expansão com hotéis, iates e residências em 2027