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Por que Ford e Ram estão dominando o mercado de picapes no Brasil

Rivais desde a categoria de intermediárias até as full size, ícones americanos são as que mais oferecem opções de motorização, proposta e acabamento

Ford: Ranger Hybrid tem motor flex desenvolvido pela engenharia brasileira (Ford/Divulgação)

Ford: Ranger Hybrid tem motor flex desenvolvido pela engenharia brasileira (Ford/Divulgação)

Rodrigo Mora
Rodrigo Mora

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Publicado em 7 de fevereiro de 2026 às 12h57.

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Depois dos SUVS e hatches de entrada, o terceiro maior mercado é o de picapes. Daí ser imponderável a maioria das fabricantes ter ao menos uma na gôndola. Juntas, Ford e Ram têm oito, multiplicadas em 24 opções de acabamento e motorização.

A briga começa no segmento das intermediárias. A Ram vai de Rampage, que parte de R$ 228.990 e traz motor 2.2 turbodiesel (200 cv) nas versões Big Horn, Rebel e Laramie. O 2.0 Hurricane a gasolina e seus poderosos 272 cv é reservado ao topo de linha R/T, de R$ 272.990.

A Ford revida com a Maverick, que parte de R$ 219.900. Sem motor a diesel, oferece no lugar um 2.0 turbo (253 cv) ou um 2.5 aspirado, este em par com um motor elétrico na versão Hybrid (194 cv), de R$ 239.900 — mesmo valor cobrado pela versão aventureira Tremor. Mais refinada e prazerosa ao volante, não consegue converter a superioridade em vendas, que somaram 4.051 emplacamentos em 2025, ante 26.135 da Rampage.

Ram 3500: modelo presente nas fazendas brasileiras (Divulgação/Divulgação)

Não havia disputa entre as principais marcas de picapes no território das médias até a última semana, quando a Ram Dakota debutou nas versões Warlock, de R$ 289.990, e Laramie, de R$ 309.990. Dotada de um 2.2 turbodiesel de 200 cv, a estreante custa na configuração mais cara o mesmo de uma Ranger V6, de 250 cv.

“Queremos estar entre os cinco primeiros. Se chegarmos à terceira posição, eu ficaria muito feliz”, avalia Vitor Bohnenberger, diretor de Marketing de Produto Ram América do Sul.

A vantagem da Ford nesse território será ampliada com dois lançamentos de peso: a Ranger Tremor, prevista para o fim do ano, e Ranger Hybrid, que desembarca por aqui no próximo ano, equipada com motor flex desenvolvido pela engenharia brasileira.

A disputa mais acirrada entre os dois ícones americanos ocorre no segmento das grandes. Com 50 anos de história e três configurações disponíveis — Lariat, Lariat Black e Tremor — a F-150 supera a rival 1500 por pouco nos licenciamentos: 1.208 contra 1.190. Mas não em dirigibilidade ou acabamento.

A Ram oferece ainda mais dois modelos no segmento com as gigantes 2500 e 3500, as preferidas dos endinheirados do agronegócio.

“O domínio dessas picapes médias e grandes no segmento de luxo se deve a dois grandes fatores: posicionamento correto de produto e momentos certo de lançamento. A Ram veio mexer bastante do mercado, assim como a Ford depois do seu reposicionamento de mercado. É um segmento extremamente rentável, que tende a crescer e ter participação cada vez mais relevante”, avalia o consultor automotivo Milad Kalume Neto.

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