A presença no dia a dia é o principal atributo associado à figura de um bom pai para 49% dos brasileiros, segundo pesquisa da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados. A segurança financeira, por outro lado, aparece entre os atributos menos citados. Apenas 3% consideram esse o principal papel de um pai.
O levantamento também revela uma diferença entre a importância atribuída à paternidade e a percepção sobre a participação dos pais. Embora 76% dos brasileiros considerem alta ou muito alta a importância dos pais na criação dos filhos, 50% avaliam que os pais de hoje participam menos dos cuidados com os filhos do que os de gerações anteriores.
O que os brasileiros consideram um bom pai?
Estar presente no cotidiano foi a resposta mais citada quando os entrevistados foram questionados sobre a principal característica de um bom pai. A opção ficou à frente de educar, demonstrar afeto, dar exemplo e oferecer segurança financeira.
Os resultados foram:
- 49%: ser presente no dia a dia;
- 19%: educar ou orientar com limites;
- 10%: outra característica;
- 8%: demonstrar carinho e afeto;
- 7%: dar exemplo;
- 3%: oferecer segurança financeira;
- 4%: não souberam responder ou não responderam.
A percepção sobre a presença paterna varia entre homens e mulheres. Entre elas, 53% apontam estar presente no dia a dia como a principal característica de um bom pai. Entre eles, o percentual é de 45%.
Já a educação ou orientação com limites foi citada por 21% dos homens e 17% das mulheres.
76% consideram alta ou muito alta a importância do pai na criação
Apesar das diferenças sobre o que caracteriza um bom pai, a participação paterna é considerada importante pela maioria dos brasileiros.
Segundo a pesquisa da Nexus, 76% avaliam como alta ou muito alta a importância dos pais homens na criação dos filhos. O percentual é de 81% entre os homens e 73% entre as mulheres.
A avaliação também muda conforme idade, renda e escolaridade.
Entre os brasileiros de 16 a 24 anos, 82% consideram alta ou muito alta a importância da paternidade. O índice chega a 81% entre pessoas com renda familiar de dois a cinco salários mínimos.
Por escolaridade, os percentuais são:
- 81% entre pessoas com ensino médio;
- 80% entre pessoas com ensino superior completo;
- 68% entre pessoas com ensino fundamental.
Na outra ponta, a importância atribuída à paternidade é menor entre pessoas com 60 anos ou mais, com 62%, e entre quem recebe até um salário mínimo, com 64%.
Metade diz que pais de hoje participam menos dos cuidados
A pesquisa sobre o que o brasileiro considera como um bom pai identifica um contraste na percepção sobre a paternidade atual. Mesmo com a maioria considerando importante a participação dos pais na criação dos filhos, 50% afirmam que os pais de hoje participam menos dos cuidados em comparação com a geração anterior.
Outros 37% avaliam que a participação aumentou, enquanto 8% consideram que ela permanece igual. 4% não souberam responder ou não responderam.
A diferença também aparece entre homens e mulheres.
Entre as mulheres, 56% consideram que os pais atuais participam menos dos cuidados com os filhos. Entre os homens, há empate: 44% dizem que a participação aumentou e outros 44% afirmam que diminuiu.
Nordeste concentra maior percepção de queda na participação paterna
A avaliação de que os pais atuais participam menos dos cuidados também varia de acordo com região, renda e raça.
No Nordeste, 56% dos entrevistados consideram que os pais de hoje participam menos dos cuidados com os filhos. O mesmo percentual é registrado entre pessoas com renda de até um salário mínimo.
Entre a população negra, 51% avaliam que os pais atuais são menos presentes. Entre os entrevistados brancos, o percentual é de 47%.
A pesquisa ouviu 2.013 pessoas com mais de 16 anos, em entrevistas presenciais realizadas entre 18 e 24 de julho de 2026.