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Moradores de Nova York e Londres debandam para cidades menores

Nova-iorquinos e londrinos estão procurando cidades mais afastadas, após a pandemia transformar a maneira como vivem e trabalham

Cobertura em Nova York (Michael Nagle/Bloomberg)
DS

Daniel Salles

Publicado em 3 de novembro de 2020 às 09h38.

Companhias do setor imobiliário notam claras evidências de que nova-iorquinos e londrinos estão abandonando bairros centrais em favor de cidades mais afastadas, após a pandemia transformar a maneira como vivem e trabalham.

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A IWG, que opera escritórios com a marca Regus em todo o mundo, notou uma “forte recuperação da demanda” por espaço suburbano em oposição ao espaço em cidades grandes, particularmente em lugares que dependem de transporte público, segundo comunicado distribuído nesta terça-feira.

Enquanto os negócios envolvendo escritórios na parte sul de Manhattan desabaram 30%, a atividade na região sul do estado vizinho de Connecticut aumentou mais de 40%, afirmou a IWG.

Do outro lado do Atlântico, a queda no lucro anual da construtora britânica Crest Nicholson pode não ser tão ruim quanto se esperava, em parte graças a projetos residenciais fora de Londres, especialmente no sul da Inglaterra, segundo uma atualização trimestral. Uma “mudança estrutural no equilíbrio entre trabalho no escritório e em casa” pesou bastante nas decisões dos clientes, afirmou.

A pandemia transformou as capitais financeiras do planeta em cidades fantasmas, inclusive porque profissionais do setor agora evitam usar transporte público. Cidades na Europa deram sinais de recuperação durante o verão no Hemisfério Norte, mas uma nova onda do coronavírus trouxe novas restrições e medidas de confinamento para a região. Nova York também está impondo mais restrições em meio ao aumento das infecções em todo o país.

Empresas de todos os tamanhos estão percebendo a tendência em favor de cidades menores, acrescentou a IWG. A companhia também nota demanda robusta por produtos que apoiam atividades de home office e trabalho remoto. Setembro foi seu melhor mês em registro para vendas desse tipo.

Tudo isso representa um fio de esperança em um ano desafiador. O lucro anual da Crest Nicholson ainda será significativamente menor do que no ano passado. Já a receita como grupo da IWG caiu mais de 10% no terceiro trimestre em comparação com um ano antes.

“O impacto da pandemia foi maior do que nós imaginávamos e continuamos no centro desta crise global”, afirmou a IWG.

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