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MIS Copacabana abre as portas após 16 anos de obras

Museu projetado pelo escritório responsável pelo High Line de Nova York inaugura com exposição sobre a própria construção

MIS Copacabana ganha abertura parcial com a mostra "Arquitetura em Cena – O MIS Copa Antes da Imagem e do Som" (Paul Clemence)

MIS Copacabana ganha abertura parcial com a mostra "Arquitetura em Cena – O MIS Copa Antes da Imagem e do Som" (Paul Clemence)

GF
Gustavo Frank

Jonalista colaborador

Publicado em 9 de maio de 2026 às 16h24.

Última atualização em 9 de maio de 2026 às 18h16.

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O Museu da Imagem e do Som de Copacabana começou a receber visitantes neste mês, após 16 anos de obras marcadas por paralisações, troca de governos e problemas de financiamento. A abertura ainda é parcial, enquanto a inauguração completa é prevista para o segundo semestre de 2026. A primeira exposição do museu, gratuita mediante reserva, é sobre o próprio museu.

"Arquitetura em Cena: o MIS antes da Imagem e do Som" reúne maquetes, plantas, registros audiovisuais e documentos que mostram as transformações do projeto desde 2010, quando as obras foram iniciadas com a demolição da antiga boate Help, que ocupava o terreno na Avenida Atlântica. A mostra funciona como uma espécie de pré-estreia institucional antes que o museu opere de fato como equipamento cultural.

O projeto arquitetônico é assinado pelo escritório nova-iorquino Diller Scofidio + Renfro, o mesmo responsável pelo High Line, o parque suspenso que transformou o oeste de Manhattan. No Rio, a parceria foi feita com o escritório Indio da Costa. A fachada do edifício de oito andares é composta por 22 mil tubos de alumínio que controlam a entrada de luz natural e dialogam visualmente com o Forte de Copacabana. A inspiração declarada foi o calçadão de Copacabana, desenhado por Burle Marx. O investimento total nas obras foi de cerca de R$ 345 milhões.

As obras do local começaram em 2011 com a estrutura bruta e chegaram a ser paralisadas completamente em 2016 por falta de repasses e impasses contratuais. A fachada sinuosa, visível da orla durante anos sem que o museu chegasse a funcionar, virou um dos símbolos mais reconhecíveis dos projetos culturais inacabados da cidade.

Com a abertura, a gestão passa para a Fundação Roberto Marinho. A programação completa, incluindo o acervo e as exposições permanentes, ainda não foi divulgada. As visitas acontecem aos sábados e domingos, com reserva obrigatória pelo Sympla, aberta toda terça-feira para a semana seguinte.

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