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Marca de perfumes árabes de Dubai desembarca no Brasil mirando expansão

Riiffs aposta no interesse crescente do consumidor brasileiro por fragrâncias árabes e mira 10% da receita global no país

Zenith: perfume árabe da Riiffs, marca fundada em Dubai (Divulgação)

Zenith: perfume árabe da Riiffs, marca fundada em Dubai (Divulgação)

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Gustavo Frank

Jonalista colaborador

Publicado em 6 de maio de 2026 às 14h36.

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A Riiffs, marca de perfumaria fundada em Dubai em 2018, chega ao Brasil com investimento inicial de US$ 1 milhão em marketing. A empresa opera sob a Sterling Perfumes Industries, um dos maiores fabricantes de perfumaria do Oriente Médio, e já tem presença na Europa, Ásia, África e América do Norte. O faturamento global é de US$ 250 milhões. A projeção é que o Brasil responda por 10% desse número já nos primeiros ciclos de operação.

O mercado escolhido não é pequeno. O setor de fragrâncias no Brasil movimentou US$ 1,15 bilhão em 2025, com crescimento anual de 3,6%. Buscas por "perfume árabe" e "oud perfume" cresceram de forma consistente ao longo do ano, com dois picos registrados, um no fim de 2024 e outro em meados de 2025. Marcas como Lattafa e Al Haramain já figuram entre as mais vendidas do país em plataformas de e-commerce, antes mesmo de uma presença física estruturada.

O que explica essa tração tem a ver com o produto. Perfumes árabes trabalham com concentrações de óleos essenciais frequentemente acima de 25%, o que garante fixação longa e projeção marcante. Ingredientes como oud, âmbar e resinas orientais têm moléculas de evaporação lenta. A estética dos frascos reforça o apelo de luxo. E os preços, competitivos em relação a grifes de nicho ocidentais com características similares, abriram o segmento para um público mais amplo do que o esperado.

Goodness Oud Black e Goodness Oud Blanc, perfumes árabes da Riiffs

Goodness Oud Black e Goodness Oud Blanc, perfumes árabes da Riiffs (Divulgação)

A Riiffs entra posicionada nessa camada. Os quatro produtos que lideram o lançamento no país são o Momento, o Inspiro, o NOOR e o Golden. A linha Inspiro tem versões masculina e feminina inspiradas em referências consagradas da perfumaria ocidental, uma estratégia comum entre marcas árabes que buscam familiaridade olfativa como porta de entrada.

"O Brasil não é apenas um mercado de volume ou massa", disse Farhan Attarwala, sócio da marca. "A demanda por perfumes com longa duração e qualidade superiores, com preços ajustados à necessidade do consumidor, está em franca ascensão."

A distribuição vai operar por meio de parceiros locais. A estratégia de crescimento passa por marketing digital e parcerias com influenciadores. A marca reconhece as barreiras tributárias e a volatilidade econômica como desafios, mas mantém a meta de crescimento de dois dígitos.

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