“Kanye West não deveria ter colaborado com a Gap”, diz o ex-CEO

Para Mickey Drexler, ex-CEO da Gap, a gigante da moda não deveria ter colaborado com Kanye West porque ele “não é uma pessoa corporativa”
 (Kevin Mazur/Universal Music Group/Getty Images)
(Kevin Mazur/Universal Music Group/Getty Images)
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Julia Storch

Publicado em 11/08/2021 às 09:34.

Última atualização em 11/08/2021 às 14:39.

Após o anúncio em junho da parceria de 10 anos com Yeezy Gap, e a produção de três jaquetas puffer, incluindo uma versão vermelha que Kanye West usou no lançamento de seu mais recente álbum, Donda, Mickey Drexler, o ex-CEO da Gap, se manifestou.

Para Drexler, a gigante da moda não deveria ter colaborado com Kanye West porque ele “não é uma pessoa corporativa”, disse em entrevista ao Yahoo Finance Live.

A frente da Gap entre 1983 e 2002, Drexler disse que, mesmo com a colaboração de West com a Adidas, a parceria com a Gap não deveria ser feita. “Eu provavelmente não deveria dizer isso, mas disse a [West] que ele não deveria fechar o negócio porque não faz sentido”, disse.

“Ainda tenho muitos amigos na Gap, mas não funciona para alguém como Kanye. Ele não é uma pessoa corporativa e a Gap é uma grande empresa... Ele é um cara inteligente, mas não deveria ter feito isso. E eu não acho que eles deveriam fazer isso também”.

O ex-CEO informou ainda que o lançamento do casaco puffer azul trouxe 7 milhões de dólares à Gap em 24 horas. Além disso, as jaquetas pretas esgotaram na pré-venda e as ações da empresa subiram 42% após o anúncio da parceria com West.

Executivos da Gap depositaram muita confiança em West para ajudar a atrair consumidores mais jovens. “Sem alguma forma de reinvenção, a empresa retornará às dificuldades anteriores, que a levaram a perder compradores, participação de mercado e vendas”, disse Neil Saunders, analista da GlobalData Retail, após o recente balanço trimestral da Gap.

Ainda que a marca norte-americana tenha West como aliado na retomada de lucros, em junho a Gap anunciou o fechamento de todas as 81 lojas físicas no Reino Unido e na Irlanda, e 30% das lojas nos Estados Unidos em até três anos.