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Grupo da Adega Santiago cresce 60% em relação à pré-pandemia

O empresário Ipe Moraes planeja agora a abertura de mais um restaurante Taberna no Rio de Janeiro

 (Thays Bittar/Divulgação)

(Thays Bittar/Divulgação)

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Ivan Padilla

19 de janeiro de 2023, 14h03

O empresário Ipe Moraes tem motivos para brindar. O dono do grupo gastronômico que abrange as marcas Adega Santiago (com quatro unidades em São Paulo e uma no Rio de Janeiro), Taberna 474, Casa Europa e Arroz Malandro observou no ano passado um aumento de 62% do faturamento de suas casas em relação a 2019. O ano pré-pandemia, sempre bom lembrar.

“Os consumidores voltaram com tudo, estão gastando mais com seus prazeres, como trocar de carro, ir a um restaurante”, diz Moraes. O bom momento se deve, em parte, a um público mais jovem do que o habitual, na faixa dos 30 anos. “São pessoas que ganham bem, sem filhos, com tempo para lazer.”

Outra mudança de comportamento observada por Moraes é a preferência desse público por drinques. “Coquetéis como gim-tônica, negroni e agora fitzgerald, a onda do momento, têm saído cada vez mais”, diz. O tíquete médio dos vinhos também aumentou. “O paladar está mais sofisticado.”

O novo Taberna do Rio

Como praticamente todos os estabelecimentos de gastronomia, o grupo sofreu com as restrições causadas pela pandemia. O pior ano foi, claro, 2020, quando em alguns momentos a operação se manteve 100% com delivery. Em 2021 a volta teve picos de movimento com outros momentos de reclusão.

“O ano passado poderia ter sido melhor, mas tivemos dois meses no começo de aumento de casos de covid-19 e depois dois meses com eleições e Copa do Mundo”, diz Moraes. “O perfil de nossas casas não é o de quem acompanha jogos de futebol.”

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A tendência para 2023 é de um crescimento de 25% em relação ao ano passado. O principal plano é a inauguração de um novo restaurante Taberna no Rio de Janeiro, com foco em gastronomia portuguesa, com ostras e crus. A abertura deve ser no segundo semestre. A nova casa ficará na Pacheco Leão, uma simpática rua no Jardim Botânico com casas antigas reformadas, algumas transformadas em ateliês e bares, como o Bar do Horto.

Olhar para dentro

O novo Taberna será pequeno, com cerca de 100 metros quadrados, além das mesas na calçada. “Estamos animados, acreditamos que será um sucesso”, diz Moraes. “O carioca, quando sai, gosta de ir para longe da praia. Também achamos que os estrangeiros irão gostar, o lugar é muito agradável.”

Um outro Adega, por enquanto, está descartado. “Podemos até pensar outras casas que se desdobrem, como um bar de tapas”, afirma o empresário. “A ideia este ano é olhar para dentro. Crescemos muito, em volume, gente, tivemos falta de mão de obra, vamos nos estruturarmos primeiro. Sofremos muitos com cada abertura de casa, somos muito detalhistas.”

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