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Conheça o projeto da primeira escola impressa em 3D do mundo

Até o final do ano, o projeto da ONG Thinking Huts é construir escolas em Madagascar, o projeto educacional é o pioneiro no mundo por ser feito com impressão 3D

Com salas de aula em formato de colmeia, a escola pretende abrir no final de 2021, e atender crianças do maternal ao ensino médio. (Studio Mortazavi/Divulgação)
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Julia Storch

Publicado em 29 de janeiro de 2021 às 11h14.

Com a pandemia, mais de 260 milhões de crianças não tiveram acesso à educação no ano passado. Com esse dado, Maggie Grout, fundadora da ONG Thinking Huts decidiu inovar na educação e tomar uma atitude junto com o escritório de arquitetura Studio Mortazavi, para juntos construírem a primeira escola do mundo com material impresso em 3D.

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Com sedes em São Francisco, Lisboa e Paris, o Studio Mortazavi pretende construir a escola em um terreno de 16 mil metros quadrados em Madagascar. Na cidade de Fianarantsoa, ​​a escola atenderá alunos malgaxes locais do maternal ao ensino médio.

Segundo a ONG, foram considerados sete países para a construção da escola. Madagascar foi escolhida “com base em sua perspectiva política estável em uma economia emergente, oportunidade de crescimento, bem como potencial de energia renovável”. Além disso, a organização firmou parceria com a Universidade de Administração e Inovações Tecnológicas (EMIT) em Madagascar, para a construção dos prédios.

O projeto contará com laboratórios, bibliotecas, quadras para educação física, salas para aulas de música e artes e laboratórios de informática. “Também planejamos construir moradia para os professores e para os alunos”, disse Amir Mortazavi ao Architectural Digest.

O projeto pretende incluir jardins verticais nas paredes externas e tetos solares. (Studio Mortazavi/Divulgação)

O design será simples, em formato de colmeia, para quepossam ser anexadas outras salas, caso necessário. A área externa dos prédios terão painéis de energia solar e jardins verticais.

Para que combine com o ambiente ao redor, os prédios serão impressos em cinza claro, “pois queremos que o edifício seja camuflado em seu habitat natural, semelhante aos edifícios de taipa que usam os pigmentos da terra sob a estrutura”, explicou Mortazavi ao Architectural Digest. O escritório também pretende adicionar uma estampa tribal tradicional no interior e no exterior dos prédios.

“A escola concluída será um híbrido de paredes impressas em 3D e materiais de origem local para a construção de telhados, portas e janelas”, explicou a ONG, sobre o projeto que terá a estrutura vazada, para que tubos de energia e água passem por dentro das paredes. A inauguração será no final do ano, com a expectativa de que o mundo esteja vacinado.

As paredes vazadas permitirão melhor circulação de ar nas salas de aulas. (Studio Mortazavi/Divulgação)

Para atender todas as crianças do país, seria necessário construir 22 mil salas de aulas, já que 780 mil alunos em idade primária não estão matriculados em escolas. “A necessidade de infraestrutura educacional em Madagascar (e ao redor do mundo) é enorme, e nosso conceito pode ser implementado em outros locais”, disse Grout ao Architectural Digest.

Até o final do ano, são esperadas as construções de 12 prédios. A campanha Thoughtful Giving visa alcançar 350 mil dólares para apoiar o projeto piloto e as próximas três escolas.

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