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Da pista ao pós-Jogos: como a moda disputa atenção nas Olimpíadas de Inverno

Para os Jogos de Milão e Cortina, Armani assina os uniformes da equipe italiana, Lululemon veste o Canadá e Adidas fornece peças para sete países, incluindo o Brasil

Lululemon: marca canadense irá vestir a delegação do país nos Jogos de Inverno 2026 (Lululemon/Reprodução)

Lululemon: marca canadense irá vestir a delegação do país nos Jogos de Inverno 2026 (Lululemon/Reprodução)

Júlia Storch
Júlia Storch

Repórter de Casual

Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 16h08.

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Com atletas chegando às pistas de Milão e às montanhas de Cortina, as Olimpíadas de Inverno também abrem espaço para uma disputa fora das arenas: a corrida das marcas de moda e esporte por visibilidade global. O evento se tornou uma vitrine estratégica para roupas de frio extremo, categoria que ganha relevância nas coleções das marcas.

Segundo o site Business of Fashion, vestir delegações e atletas continua sendo o caminho mais direto. Armani assina os uniformes da equipe italiana, Lululemon veste o Canadá e Adidas fornece peças para sete países, incluindo o Brasil. Já a Ralph Lauren veste a equipe dos Estados Unidos, marcando seu 10º ciclo consecutivo como fornecedora de trajes olímpicos.

Ralph Lauren: coleção para a equipe dos Estados Unidos para os Jogos de Inverno 2026 (Ralph Lauren/Divulgação)

Fora do grupo oficial de patrocinadores, as marcas buscam alternativas criativas para driblar regras rígidas do Comitê Olímpico Internacional, como a chamada Regra 40, que limita ações publicitárias com atletas durante o período dos Jogos.

A disputa pelo “branding na neve” é impulsionada por um boom global dos esportes de inverno, especialmente na China, onde o número de estações de esqui cresceu mais de 50% em uma década e criou uma nova geração de consumidores interessados em performance e estilo.

Marcas como Oakley e Salomon também apostam nesse momento. A Salomon, patrocinadora oficial, produziu mais de 400 mil peças para voluntários e equipe, mirando ampliar sua presença mundial após os Jogos.

Enquanto isso, o movimento também começa a ganhar força entre marcas brasileiras. A Farm Rio, conhecida por estampas tropicais, vem marcando presença nas pistas internacionais com macacões e roupas técnicas de esqui. Para esta temporada, a marca firmou parceria com a performance brand Whitespace.

Outras etiquetas nacionais seguem o mesmo caminho. A NV lançou a cápsula Winter Escape, voltada a viagens para destinos nevados, com peças que combinam tecnologia e estética fashion. Já plataformas como o Shop2gether ampliaram sua curadoria Après Ski, apontando um crescimento de 150% no portfólio da categoria, com mais marcas investindo em moda e performance para a neve.

No pós-Jogos, as oportunidades seguem aquecidas, com atletas se tornando celebridades inesperadas com medalhas no peito e rosto de campanhas, especialmente com a proximidade das semanas de moda europeias.

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