Casual

Clubhouse: como ter uma conversa íntima com mil pessoas

A nova rede social em ascensão, que já está avaliada em 1 bilhão de dólares, é acessível apenas em iOS (Apple) e por convite, e cresce em 10 milhões de novos usuários por semana

 (Thomas Trutschel/Photothek/Getty Images)

(Thomas Trutschel/Photothek/Getty Images)

JS

Julia Storch

Publicado em 19 de março de 2021 às 16h58.

Última atualização em 19 de março de 2021 às 17h00.

Clubhouse, a plataforma de salas de conversas somente com áudio, serve de 'playground' para toda uma comunidade de influenciadores digitais em busca de intimidade em grande escala enquanto se ganha dinheiro suficiente.

Seu dinheiro está seguro? Aprenda a proteger seu patrimônio

"No outro dia, estive em uma sala com 3LAU, meu DJ favorito, em um momento histórico, para um leilão [de objetos digitais]. Estava sua família e todos nós no Clubhouse. Éramos cerca de mil. Acho que foi um momento muito íntimo", diz Taz Zammit, uma criadora de conteúdo australiana, ainda emocionada por ter participado do evento.

Lançado em março passado, o aplicativo permite ouvir discussões ao vivo e às vezes participar delas, sobre assuntos tão variados quanto "como aprender a codificar", meditação ou até mesmo jogos de cultura geral.

A nova rede social em ascensão, que já está avaliada em 1 bilhão de dólares, é acessível apenas em iOS (Apple) e por convite. Mas graças aos confinamentos impostos pela pandemia e às aparições de celebridades como o empresário Elon Musk, atualmente cresce no ritmo de 10 milhões de usuários por semana.

"Não é só uma moda passageira. O Clubhouse chegou para ficar", comenta Judyth Jernudd, ex-apresentadora de televisão. "Você tem acesso a todos esses pontos de vista diferentes e faz parte da conversa. Muitos de nós estamos usando-o para testar ideias para programas".

Taz Zammit, uma criadora de conteúdo australiana em Melbourne, Austrália. (Julie Jammot)

Íntimo e autêntico

O Clubhouse responde às necessidades não atendidas pelas plataformas dominantes: reservar um tempo, interagir com profissionais, descansar os olhos, se divertir enquanto realiza tarefas repetitivas e também criar "intimidade" e "vínculos autênticos", dois conceitos onipresentes.

A rede social já tem muitos seguidores. Há boatos de que o Facebook está trabalhando em um conceito semelhante, chamado provisoriamente de Fireside.

O Twitter já está testando o "Spaces" desde dezembro. "É um grande produto para as pessoas que tinham dificuldade de se envolver em conversas mais moderadas e empáticas", disse Nikkia Reveillac, diretora de pesquisa do grupo da Califórnia. "Também é excelente para os usuários que estão preocupados com a permanência dos tuítes", acrescenta.

Esses novos formatos pressagiam um mundo onde talvez olharemos menos para as telas e nos comunicaremos mais oralmente, tanto com humanos quanto com as máquinas.

Enquanto isso, os entusiastas do Clubhouse estão experimentando outras formas de ouvir e conversar, mas também de gerar dinheiro.

O Clubhouse em breve testará métodos de compensação, como gorjetas, ingressos para certos lugares ou assinaturas. Outras redes já estão usando esse método para depender menos da publicidade.

Acompanhe tudo sobre:AppsApps para iPhoneRedes sociaisClubhouse (rede social)

Mais de Casual

A gigante chinesa por trás do mercado de tênis que compete com a Nike

Pessoas que ficam acordadas até tarde têm mais risco de doenças cardíacas, diz estudo

Clubes de membros e socialização: a nova aposta do setor de bem-estar

Look de Bad Bunny no Super Bowl chega a 185 mil reais em sites de revenda