BMW M4 Competition: modelo a combustão e com preço inicial de R$ 908.950 (Divulgação)
Colunista
Publicado em 11 de julho de 2026 às 10h02.
Nem dois meses se passaram entre a chegada da Luce, o primeiro carro elétrico da Ferrari, e a apresentação da 12Cilindri Manuale, que, por mais tecnológica que seja, evoca a essência da marca italiana com um motor V12 de 6,5 litros acoplado a uma transmissão manual. O futuro da mobilidade é plural também no exclusivo segmento dos superesportivos.
Há exemplos recentes também no mercado nacional: Audi RS e-tron GT Performance, um superesportivo elétrico de R$ 1.334.990, e o BMW M4 Competition, modelo a combustão e com preço inicial de R$ 908.950, podendo chegar a R$ 1.015.950 na configuração Competition Track.
The RS e-tron GT performance is the first fully electric RS performance model from Audi and, with a maximum system output of up to 680 kW (925 hp), the most powerful production car from the Four Rings.
Static photo,
Colour: Oak green metallic, customized paint finish, Audi exclusive
Números de desempenho ajudam a explicar as diferenças entre os estreantes. Para acelerar até os 100 km/h, o RS e-tron GT Performance leva vertiginosos 2,5 segundos, e se o condutor continuar com o pé cravado no acelerador levará apenas mais 5,5 s para romper os 200 km/h.
Isso graças a uma nova motorização, mais compacta e leve, que resulta em 748 cavalos de potência e que pode saltar para 843 cv no novo modo Boost Push to Pass. Com o controle de largada (Launch Control) ligado, são 925 cv. O torque é de violentos 105 kgfm, e a velocidade máxima chega a 250 km/h.
Quem fornece tamanha energia para as quatro rodas (por meio de um sistema elétrico de tração integral cinco vezes mais rápido do que o mecânico) é uma nova bateria de íon-lítio de 105 KWh. Desenvolvida na arquitetura de 800V, conta com 396 células em 33 módulos e sistema de carregamento ultrarrápido.
Isso significa que, espetada em um aparelho de carregamento DC (até 320 kW), a bateria recupera 100 % de sua carga em cerca de 18 minutos; já pelo carregamento AC (até 11 kW), a recarga completa do veículo ocorre em cerca de nove horas, de acordo com a marca.
Nada disso faz parte do universo do M4. Enquanto no Audi há uma bateria instalada sob o assoalho conectada a dois motores, um em cada eixo, no BMW um motor 3.0 biturbo de seis cilindros em linha despeja 510 cv e 66,3 kgfm de torque para as rodas traseiras, como manda a receita da marca bávara. Resultado: 0 a 100 km/h em 3,9 segundos e velocidade máxima de 290 km/h.
Em outras palavras, o prazer pode vir tanto de um zunido quanto de um ronco – o que é uma enorme diferença numa condução mais esportiva.
Já a interpretação do que é um automóvel de luxo nos tempos atuais parece ser uma unanimidade: fartura de materiais como couro e fibra de carbono, telas cada vez maiores e muitos equipamentos.
A lista do BMW inclui algumas traquitanas que existem apenas para divertir, como o M Drift Analyzer, capaz de registrar duração, distância percorrida, linha e ângulo de drift (aquelas derrapagens controladas das rodas traseiras); e o M Laptimer, que fornece tempos de volta e análise de performance em pista.
Há também o ConnectedDrive, que fornece serviços como chamada de emergência, aviso de manutenção por telemetria, navegação com informação de trânsito em tempo real, clima e aplicativos, além de serviços remotos que podem ser acionados pelo app My BMW; e um assistente capaz de executar inúmeras funções no veículo ou explicar o funcionamento de equipamentos, sendo ativado por comando de voz com a frase “Olá BMW”.
E o que a BMW chama de Live Cockpit Professional é uma tela curva que integra o painel de instrumentos de 12,3” e a central multimídia de 14,9”. O volante com base achatada e marcação central em vermelho reforça o caráter esportivo do posto de condução e pode ser forrado com uma espécie de camurça, a fim de absorver melhor o suor das mãos em altas velocidades.
No RS e-tron GT Performance, os faróis full LED trazem uma função que dobra o alcance do farol alto para até 600 metros, além de controle digital ativo dos fachos de luz e função Matrix, permite realizar segmentação de cada facho de luz. O teto solar panorâmico tem transparência ajustável.
Muito gentil é a função “comfort entry”, que ajusta a altura do carro (entre 5 e 7 centímetros) para facilitar a entrada e a saída do veículo. Basta tocar na maçaneta que a mágica acontece.
Cupê de quatro portas, o modelo da Audi mede 5 metros de comprimento, 2,16 m de largura, 1,38 m de altura e 2,90 m de entre-eixos; com duas portas, o BMW tem 4,80 m de comprimento, 1,89 m de largura, 1,40 m de altura e 2,86 m de entre-eixos.
E no Audi, em vez de um motor sob o capô, há um compartimento de 77 litros, caso alguma coisa tenha ficado de fora do porta-malas de 350 litros. O porta-malas do M4 comporta 440 litros.
Um baile de nomes excêntricos define a paleta de cores. O M4 pode vir nos tons Branco Alpino, Preto Safira, Azul Portimão, Vermelho Aventurine, Vermelho Toronto, Cinza Skyscraper, Cinza Brooklyn, Amarelo São Paulo e Verde Ilha de Man; RS e-tron GT Performance oferece uma paleta igualmente psicodélica: Branco Arkona, Azul Askari, Cinza Kemora, Prata Florete, Verde Bedford, Preto Mito, Vermelho Progressivo, Cinza Daytona e Cinza Nimbus.
Segundo a Audi, o novo RS e-tron GT Performance oferece mais de um milhão de combinações, já que é possível escolher desde as cores externas (algumas exclusivas podendo ser encomendadas) até a capa dos retrovisores e as pinças de freio, passando pelo acabamento interno e o revestimento do volante.