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Agência inclui filho de mafioso em pacote para turistas

Iniciativa de operadora dos EUA de 'oferecer' um encontro com o filho do ex-chefe da máfia italiana Bernardo Povenzano vem gerando polêmica na Sicília.

Roma - A iniciativa de uma operadora de turismo dos Estados Unidos de 'oferecer' um encontro com o filho do ex-chefe da máfia italiana Bernardo Povenzano, vem gerando polêmica na Sicília, onde órgãos públicos e associações de combate ao crime organizado estão protestando.

Angelo Provenzano conta sua história a visitantes italianos em um hotel de Palermo, segundo revelou neste domingo o jornal 'La Repubblica'. Ao veículo de comunicação, o filho do antigo 'capo' da Cosa Nostra', diz apenas que esta se trata de uma oportunidade de trabalho.

A empresa de turismo Boston Oat oferece em seu site passeios pela Sicília, no sul da Itália, com uma passagem em Palermo. Na capital da região, garante que os compradores do pacote poderão participar de uma 'conversa reveladora' com o filho do mafioso, e em seguida jantar, como melhor preferirem.

O pacote de viagem é de 15 dias, e permite outras 'experiências' como a de visitar a cidade de Modica a bordo de um Fiat 500 original, 'como os moradores do local', ou então fazer um passeio nas proximidades do vulcão Etna, montado em burros.

A assessora regional de Turismo da Sicília, Cleo Li Calzi, afirmou, em texto publicado no Facebook, que a iniciativa da empresa é 'absurda e ofensiva', sugerindo ainda um boicote a Boston Oat. Além disso, a representante do governo cobrou que 'Provenzano Junior', indique à justiça onde estão alguns membros da máfia ainda foragidos.

Em entrevista ao 'La Repubblica', Angelo Provenzano, de 39 anos, defende sua participação como 'conferencista' do pacote sugerido pela empresa americana, e cobra o direito de ter uma vida normal, sem ser julgado pelo sobrenome que carrega.

Seu pai, considerado o 'cérebro' da Cosa Nostra, foi preso em 11 de abril de 2006, após passar 43 anos foragido. 'Zio Binnu' (Tio Bernardo, em italiano), era chamado de 'O Trator', devido sua força e determinação para atirar e matar.

Seu envolvimento no mundo do crime aconteceu ainda na década de 50, quando se juntou a Salvatone 'Toto' Riina e Calogero Bagarella, antes de se transformar no braço direito do chefe da máfia Luciano Liggio.

Com o passar dos anos, e após deixar um rastro de sangue na guerra entre clãs mafiosos dos anos 80, Riina e Provenzano tomaram o controle da Cosa Nostra, dominando a Sicília. Posteriormente, 'Zio Binnu', que era considerado um nome de segundo escalão na hierarquia da organização, foi apontado como 'chefe político' da máfia, enquanto seu aliado era o 'chefe militar'.

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