"A Teoria de Tudo" mostra relação entre Hawking e Jane Wild

Em resumo, a obra merece as cinco indicação ao Oscar de melhor filme
 (Divulgação/Universal)
(Divulgação/Universal)
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Karen Carneti

Publicado em 29/01/2015 às 06:09.

Última atualização em 05/04/2017 às 11:47.

Baseado no livro My Life with Stephen, escrito por Jane Wilde Hawking, o filme A Teoria de Tudo se empenha em mostrar o relacionamento entre o astrofísico Stephen Hawking e Jane – que foi sua esposa durante 30 anos.

No começo do filme, vemos cenas de Hawking se divertindo com seus amigos da faculdade como qualquer outro jovem de sua idade, e também começamos a compreender suas teorias sobre Buracos Negros. Mas não pense que verá muito sobre a genialidade de Stephen ao assistir a trama: como dito anteriormente, o longa é focado no relacionamento dele com sua esposa, a qual conhece em uma festa e se apaixona à primeira vista.

Ao 21 anos, Hawking começa a ter problemas para segurar canetas e até mesmo andar. Quando decide procurar um médico, descobre que possui uma doença degenerativa do sistema nervoso, Esclerose Lateral Amiotrófica, e que possui apenas dois anos de vida. É aí, então, que o filme realmente começa, e vemos um Stephen totalmente abatido.

Depois da negação da doença, o jovem gênio aceita os cuidados de sua bela esposa, mas se nega a consultar outros médicos. Precisando de ajuda para falar, comer, se trocar e fazer qualquer outra coisa considerada básica para a maioria das pessoas, surpreende o fato de que durante o auge da doença ele consegue ter três filhos com Jane.

Em uma das cenas mais engraçadinhas do filme, em que um amigo o ajuda a subir uma escada, tirando-o de sua cadeira de rodas e o carregando em seu colo, Hawking explica ao curioso rapaz que sua doença não afeta a função sexual.

Depois de pegar uma pneumonia, em Paris, Hawking é obrigado a realizar uma traqueostomia. Depois disso, começa a ter aulas para conseguir se comunicar novamente, até conseguir seu primeiro sintetizador de voz. Com a progressão da doença, vemos cada vez mais um Hawking triste e frustado, bem como uma Jane mais amarga. Quando decidem terminar o casamento, porém, ambos acabam em termos amigáveis e voltam a viver mais felizes.

A atuação de Eddie Redmayne é um caso à parte. À Variety, o ator diz ter estudado a vida de Stephen Hawking durante quatro meses, o que, segundo ele, foi “praticamente uma tese de doutorado”, já que exigiu muitas pesquisas – incluindo assistir vídeos no YouTube para entender as expressões faciais do astrofísico.

Bem, ele conseguiu. Ao assistir o filme, é possível quase jurar que Hawking rejuvenesceu e está ali, em frente às câmeras, atuando em um filme. Eddie reina em cada detalhe: de pegar uma caneta a tentar comer sozinho, vemos cada detalhe da progressão da doença de Stephen com perfeição.

Felicity Jones, que interpreta Jane, também é uma ótima atriz e deu o suporte necessário a Eddie no filme, mostrando uma mulher forte que, apesar de triste e cansada, não desiste do marido até que ele tenha decidido que o casamento está acabado.

A trilha sonora também é uma grata surpresa, com músicas clássicas e muito piano envolvendo a história, o que a torna ainda mais tocante. Em resumo, a obra merece as cinco indicação ao Oscar de melhor filme.

Eddie foi indicado à categoria de melhor ator no prêmio, enquanto Felicity Jones foi indicada ao prêmio de melhor atriz. O roteirista Anthony McCarten foi indicado à categoria de melhor roteiro adaptado,enquanto Jóhann Jóhannsson foi indicado como melhor trilha sonora.

Vale lembrar que Eddie Redmayne já ganhou, neste ano, o Globo de Ouro por melhor ator de drama com o filme, e Jóhann Jóhannsson ganhou na categoria de melhor trilha.

O filme, por ora, mantém média de 85/100 no Rotten Tomatoes e 72 no Metacritic. A Teoria de Tudo estreia nos cinemas de todo o Brasil nesta quinta-feira (29).