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80 anos de Héctor Babenco: Cinemateca faz mostra gratuita de obras restauradas

Com colaboração da Mubi, retrospectiva exibe clássicos como 'Carandiru' e debates inéditos para celebrar a trajetória do mestre do cinema social brasileiro

Hector Babenco: Cinemateca e Mubi trazem retrospectiva da obra do cineasta em São Paulo (Divulgação)

Hector Babenco: Cinemateca e Mubi trazem retrospectiva da obra do cineasta em São Paulo (Divulgação)

Luiza Vilela
Luiza Vilela

Repórter de Casual

Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 12h14.

Última atualização em 29 de janeiro de 2026 às 12h25.

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O cinema de urgência social e impacto humano de Hector Babenco (1946–2016) volta a ocupar o lugar de destaque que merece. A Cinemateca Brasileira, em São Paulo, abre a programação de 2026 nesta sexta-feira, 30, com uma retrospectiva dedicada ao cineasta argentino-brasileiro — que completaria 80 anos em fevereiro.

Co-realizada com a HB Filmes em colaboração com a Mubi, a mostra exibe 11 longas-metragens em cópias restauradas até 13 de fevereiro, incluindo o documentário O Fabuloso Dittipaldi, que recebe agora o reconhecimento de Babenco como diretor (omitido na época).

A iniciativa tem direção-geral de Myra Babenco, filha do cineasta. “Hoje, como diretora da HB Filmes e guardiã desse legado, entendo com clareza minha missão: preservar, divulgar e manter pulsante uma obra que denuncia desigualdades que, infelizmente, permanecem atuais. Meu pai foi pioneiro ao revelar no cinema questões sociais que persistem”, comentou ela. Myra iniciou um minucioso projeto de preservação das obras em 2016.

Todos os títulos terão mais de uma sessão no decorrer do evento. Além da filmografia do diretor, também será exibido o documentário biográfico Babenco - Alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou, dirigido por Bárbara Paz. A cineasta participa de uma mesa de debate no sábado, 7 de fevereiro, para detalhar o processo de criação da obra que registrou os últimos anos de vida de Babenco.

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O legado de Héctor Babenco no cinema brasileiro

Para a indústria audiovisual, o resgate de títulos como Pixote, A Lei do Mais Fraco e Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia traz a manutenção de um valor de mercado e cultural que continua a ecoar em produções contemporâneas. Chega também em um momento de ascensão do cinema brasileiro, com a vitória de Ainda Estou Aqui no Oscar de 2025 e as quatro indicações de O Agente Secreto em 2026.

Recentemente, a equipe do filme de Kleber Mendonça Filho e o ator Wagner Moura — o primeiro brasileiro a vencer o Globo de Ouro como melhor ator de drama — citaram a filmografia de Babenco como referência para o cinema atual.

Na quinta-feira, 12, de fevereiro, haverá a exibição do clássico Carandiru. Após a sessão, o médico e escritor Drauzio Varella participa de um debate mediado por Flávia Guerra para discutir a transição da obra literária para o cinema. O longa, que contou com Moura no elenco, permanece como um dos maiores marcos de bilheteria e crítica do Brasil.

A qualidade técnica das exibições é garantida pelo trabalho de Patrícia de Filippi, que coordenou a restauração dos negativos de imagem e som preservados pela Cinemateca.

Mostra Héctor Babenco: veja a programação completa

Sexta-feira, 30 de janeiro

  • 20h - Meu Amigo Hindu | sala Grande Otelo

Sábado, 31 de janeiro

  • 14h - Brincando nos Campos do Senhor | sala Grande Otelo
  • 14h30 - O Fabuloso Fittipaldi | sala Oscarito
  • 17h - O Rei da Noite | sala Oscarito
  • 17h30 - Ironweed | sala Grande Otelo
  • 19h - Apresentação Pagode na Lata | área externa
  • 20h30 - Pixote, a Lei do Mais Fraco | área externa

Domingo, 1º de fevereiro

  • 14h30 - Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia | sala Oscarito
  • 15h - O Passado | sala Grande Otelo
  • 17h - Pixote, a Lei do Mais Fraco | sala Oscarito
  • 17h15 - Carandiru | sala Grande Otelo
  • 19h30 - O Beijo da Mulher Aranha | sala Oscarito
  • 20h - Coração Iluminado | sala Grande Otelo

Quinta-feira, 5 de fevereiro

  • 19h30 - Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia | sala Grande Otelo
  • 19h30 - Ironweed | sala Oscarito

Sexta-feira, 6 de fevereiro

  • 17h30 - O Beijo da Mulher Aranha | sala Grande Otelo
  • 19h30 - Brincando nos Campos do Senhor | sala Oscarito
  • 20h - Pixote, a Lei do Mais Fraco | sala Grande Otelo

Sábado, 7 de fevereiro

  • 14h30 - Coração Iluminado | sala Oscarito
  • 17h - Carandiru | sala Oscarito
  • 18h - Sessão Dupla: Conversa com Ele e Babenco – Alguém tem de Ouvir o Coração e Dizer: Parou | sala Grande Otelo
  • 19h45 - O Passado | sala Oscarito
  • 20h - Debate: Hector Babenco por Bárbara Paz | sala Grande Otelo

Domingo, 8 de fevereiro

  • 14h30 - Meu Amigo Hindu | sala Oscarito
  • 15h - O Rei da Noite | sala Grande Otelo
  • 17h - Babenco – Alguém tem de Ouvir o Coração e Dizer: Parou | sala Oscarito
  • 17h30 - O Fabuloso Fittipaldi | sala Grande Otelo

Quarta-feira, 11 de fevereiro

  • 16h30 - Brincando nos Campos do Senhor | sala Grande Otelo
  • 19h30 - O Fabuloso Fittipaldi | sala Oscarito
  • 20h - Debate: Brincando nos Campos do Senhor com equipe | sala Grande Otelo

Quinta-feira, 12 de fevereiro

  • 17h - O Rei da Noite | sala Oscarito
  • 17h30 - Carandiru | sala Grande Otelo
  • 19h30 - Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia | sala Oscarito
  • 20h15 - Debate: Carandiru – Do livro ao filme com Drauzio Varella | sala Grande Otelo

Sexta-feira, 13 de fevereiro

  • 17h30 - O Beijo da Mulher Aranha | sala Grande Otelo
  • 19h30 - Pixote, a Lei do Mais Fraco | sala Oscarito
  • 20h - Meu Amigo Hindu | sala Grande Otelo

Como conseguir ingressos?

A programação é gratuita, com ingressos distribuídos na bilheteria da Cinemateca Brasileira 1 hora antes de cada sessão. Veja todas as sessões e outras atividades clicando aqui.

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