Ina Garten, autora americana, apresentadora do programa do Food Network Barefoot Contessa, e ex-analista política da Casa Branca (Fonte: Instagram | Reprodução)
Redatora
Publicado em 3 de dezembro de 2025 às 11h47.
Antes de construir um império culinário multimilionário, Ina Garten ocupava um cargo burocrático no governo americano. Em 1978, ela tomou uma decisão corajosa, abandonou a estabilidade e comprou uma pequena loja de alimentos em Nova York, a Barefoot Contessa. Em poucas semanas, estava diante de um desafio para o qual ninguém a havia preparado, ser chefe.
Sem formação formal em gestão e sem tempo para longos cursos, Garten precisou desenvolver, na prática, seu estilo de liderança. E foi em meio a erros, inseguranças e aprendizados diários que ela recebeu o melhor conselho da sua carreira: “Seja clara e esteja feliz.”
Essa lição simples, mas poderosa, moldou sua forma de conduzir pessoas e se tornou um dos pilares de sua empresa. As informações foram retiradas da CNBC Make It.
Nos primeiros meses à frente da loja, Ina Garten sentia que sua equipe não conseguia entender suas demandas. Um amigo então lhe disse que os funcionários só precisam de duas coisas do chefe: clareza e bom humor.
A partir disso, ela adotou uma comunicação objetiva e sem ruídos. Em vez de pedidos vagos, passou a dizer exatamente o que queria: “Preciso que esses doces sejam embalados em sacos e que estejam embrulhados assim.”
Esse tipo de comunicação direta, mas gentil, reduziu erros, acelerou entregas e trouxe harmonia ao ambiente.
Outro ponto central na construção de sua liderança foi aprender a dar feedback. Garten desenvolveu uma regra simples, mas eficaz:
Quando precisava corrigir alguém, chamava a pessoa para uma conversa reservada. Quando queria reconhecer, fazia questão de fazer isso diante de todos. A prática gerou confiança e respeito dentro da equipe, dois fatores essenciais para quem busca executar com excelência e construir times de alta performance.
Nem tudo foram acertos. No primeiro mês como chefe, Garten precisou demitir uma funcionária que, embora simpática, não conseguia entregar bem suas tarefas. Na tentativa de ser cuidadosa, Garten foi vaga demais e a funcionária apareceu no dia seguinte achando que ainda fazia parte da equipe.
“Ela não entendeu que tinha sido demitida”, contou, rindo. Sem coragem de insistir, Garten permitiu que ela ficasse até o fim do verão. Anos depois, ela aprendeu a demitir com clareza, empatia e firmeza.
Segundo ela, demitir alguém da forma certa faz com que a pessoa entenda os motivos e, muitas vezes, até agradeça. Mais do que isso, ser transparente com o restante da equipe após a demissão gera alívio e reforça a confiança na liderança.
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