(I-HWA CHENG/AFP/Getty Images)
Redatora
Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 14h12.
Não é preciso saber programar nem ter um doutorado em ciência da computação para se beneficiar da revolução da inteligência artificial. É o que afirma Jensen Huang, CEO da Nvidia, uma das empresas mais influentes do setor de IA no mundo.
O executivo diz que a melhor forma de conseguir um emprego bem remunerado nesse setor pode ser simples: “Torne-se um encanador.”
A declaração, que viralizou, joga luz sobre uma realidade pouco explorada nas discussões sobre IA de que o crescimento exponencial das tecnologias exige uma infraestrutura física gigante — e há escassez de mão de obra qualificada para dar conta dessa demanda. As informações foram retiradas de Inc.
De acordo com Huang, a expansão da inteligência artificial está criando a maior transformação de infraestrutura já vista. Com trilhões de dólares sendo investidos na construção de data centers, o setor da construção civil entra em cena como peça fundamental da nova economia.
“É maravilhoso que os empregos estejam relacionados a ofícios técnicos e que tenhamos encanadores, eletricistas, trabalhadores da construção civil e metalúrgicos”, declarou o CEO da Nvidia.
Em outras palavras, a IA não é apenas para engenheiros de software, é para quem constrói o ambiente onde a tecnologia vive.
A fala de Huang não é otimismo vazio. Segundo um estudo da McKinsey, somente nos Estados Unidos, até 2030 será necessário contratar:
Esse movimento é reflexo direto dos investimentos estimados em mais de US$ 7 trilhões em infraestrutura de IA até o fim da década. Profissionais capacitados para instalar, conectar e manter os sistemas físicos que sustentam a IA serão cada vez mais valorizados e bem remunerados.
Durante anos, falar em carreira na área de inteligência artificial significava pensar em cientistas de dados, engenheiros de machine learning ou desenvolvedores de software. Mas o cenário está mudando rapidamente.
A construção de centros de dados, a instalação de sistemas de refrigeração, o fornecimento de energia constante e até a logística para conectar servidores em escala global dependem de profissionais com formação técnica — e com alta demanda.
Para trabalhadores comuns, que muitas vezes não se enxergam no setor de tecnologia, essa é uma oportunidade concreta de se posicionar em uma área em crescimento explosivo, sem necessariamente migrar de carreira ou fazer uma transição radical.
De olho nesse movimento e nas perspectivas para o futuro do trabalho, a EXAME desenvolveu um curso virtual e gratuito sobre inteligência artificial.
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