Quer estudar nos Estados Unidos? Veja as respostas para 6 dúvidas comuns

Segundo orientador, existe um tempo recomendado para se preparar para estudar fora e um passo a passo para o sucesso

Quer estudar nos Estados Unidos e não sabe por onde começar? A feira da EducationUSA, rede oficial do governo americano para estudantes internacionais, se tornou virtual e pode ser o ponto de partida para estudar fora do Brasil.

O evento será gratuito e acontece nos dias 22 a 27 de março. Representantes de 35 instituições estarão presentes para conversar e tirar dúvidas. Segundo Jefferson Couto, orientador EducationUSA na Casa Thomas Jefferson em Brasília, a adaptação para o online tem suas vantagens ao democratizar o acesso ao evento.

Antes, eles faziam uma turnê pela Brasil para divulgar oportunidades. Nessa edição inédita do evento, os estudantes e profissionais poderão assistir às palestras e conversar com os representantes de qualquer lugar.

Eles terão espaço para conversas com orientadores da EducationUSA e temas específicos como bolsas de estudo, programas de inglês de curta duração e a rotina da vida acadêmica.  

“É uma grande oportunidade para falar com os diretores de admissão das faculdades, saber mais sobre provas, o que muda nesse ano com a pandemia e muito mais”, fala o orientador. 

As inscrições podem ser feitas pelo site. Para dar uma prévia sobre o conteúdo do evento, a EXAME perguntou sobre as dúvidas mais comuns quem deseja estudar nos Estados Unidos. Confira as respostas do Jefferson Couto, orientador EducationUSA na Casa Thomas Jefferson em Brasília:

Como a pandemia ainda afeta os planos de morar fora? 

O interesse das pessoas não diminuiu, inclusive eu gosto de lembrar que a candidatura é um processo: não se começa hoje e termina amanhã. Costumo dizer que é um grande quebra-cabeça e cada uma das peças vão compor uma imagem final de quem você é para a universidade. 

Para esse processo, eu recomendo que quem visa a graduação comece o preparo um ano e meio antes da data de deseja começar a estudar. Na pós-graduação, o interessante é que comece 24 meses antes da data. Pensando assim, a promessa é boa, as vacinas estão aí e a possibilidade do fim da pandemia é mais nítida para quem começa a se programar hoje. Tivemos dois alunos admitidos em Harvard durante a pandemia, não interferiu no desejo deles de estudar fora. Vejo mais gente procurando informações com a gente e descobrindo que é viável o plano de estudar nos Estados Unidos. 

Quais os primeiros passos para se aplicar a uma universidade dos Estados Unidos? 

Nós temos uma metodologia de orientação com cinco passos para estudar nos EUA. Primeiro você precisa encontrar as universidades. São mais de 4.700 no país e você precisa saber qual faria mais sentido para você. É igual comprar sapato, você não entra a loja e pede para descer tudo do estoque. Você precisa ter um objetivo e procurar o que o atenda. O EducationUSA ajuda nisso, a gente ajuda desde esse momento até fazer as malas de viagem. 

O segundo passo é pensar nas formas para tornar viável o seu estudo, de como custear a educação nos Estados Unidos. Quanto custa, o que está incluso e como conseguir ajuda financeira. Claro, aqui entram as bolsas de estudo e como acessar esses recursos. O terceiro passo é como você vai se apresentar para a faculdade, então os requisitos exigidos e como se encaixar neles. Boa parte é ver o que já fez, o que já tem e o que ainda precisa fazer. Esse é o processo de candidatura em si. 

Depois, quando consegue as admissões, o quarto passo é o visto de estudante. Aí entra entender como faz para tirar o visto e quais as regras para manter seu status durante todo o período nos EUA. O passo final é a adaptação cultural e acadêmica. Os alunos precisam ter uma ideia de como será sua vida na universidade, as regras e padrões de comportamento, o que é esperado dele.  

O que a pessoa precisa ter em seu currículo ou de habilidades?

Costumo recomendar quatros pontos sobre o que a pessoa precisa desenvolver para estudar lá. O inglês, primeiro: é necessário ter um nível que permita fazer parte do processo. Desde o momento que vai pesquisar as universidades, os representantes falam em inglês e você vai ter que lidar com a língua para fazer a candidatura. Se você começa a pensar nisso com 24 meses de antecedência, dá para avançar nesse tempo no seu nível de inglês.

Outro aspecto são as notas: você precisa ter um perfil acadêmico consistente e de sucesso. O sucesso precede o sucesso. E existem formas simples disso se tornar realidade, e aí entram as notas ao longo do seu desemprenho acadêmico, isso é importante inclusive para ter acesso a ajuda financeira. Eu brinco com os alunos que buscam a graduação que eles vão ter que assistir às aulas de sociologia, pois tudo conta para a média.

Outra coisa útil é manter bons relacionamento com professores. Se está já no mundo acadêmico, é bom que eles possam te conhecer para escrever cartas de recomendação. Se não, eles não vão ter muito a falar a seu respeito nas cartas. Se você já tem experiência no mercado, no nível profissional, as cartas devem ser relacionadas a chefes ou colegas de trabalho.

E as atividades extracurriculares, isso sempre gera muita dúvida. Como comprovar essas atividades? O que vale? Eu gosto de definir assim: é tudo o que você faz fora da sala de aula. As pessoas normalmente olham com certa frequência atividades de cunho social. Se você é religioso, pode ser um contato no coral da Igreja, por exemplo. Tenho um aluno que colocou até que via Netflix. A informação que vale é o que revela como você investe seu tempo e o que te move.

E existe um perfil de aluno que consegue bolsa de estudo? 

Hoje, a grande esmagadora maioria dos alunos pagam pela educação. Não existe o conceito de estudar de graça nos Estados Unidos igual temos aqui no Brasil. A estrutura lá é diferente, mas o fato é que existem oportunidades de ajuda financeira e é muito raro ver algum aluno que não tenha conseguido alguma delas. Ninguém realmente paga a universidade sozinho.  

Existem diferentes aspectos e tipos de ajuda, mas duas bases vão definir de você vai ter esse auxílio. Primeiro, a base do mérito, que pode ser acadêmico, atlético ou artístico. Tenho uma aluna que ganhou 80% de desconto na mensalidade (tuition fee) por uma audiência de canto excelente.  

Em segundo lugar, há a bolsa por necessidade. Após aceitar o aluno, as universidades querem que ele venha. Se ele não consegue pagar, é possível encontrar bolsas para atender suas necessidades financeiras. Elas costumam ter valores definidos e as universidades definem seus próprios critérios. 

Você falou antes sobre o aprendizado do inglês: Quais são os requisitos? Precisa ser fluente? 

Com relação a provas, existem dois tipos, as de conhecimento técnico acadêmico e as de conhecimento de língua. As provas de língua se adaptaram bem ao virtual durante a pandemia e dá para fazer quase todas sem sair de casa. Assim, as universidades podem continuar exigindo o inglês. Mas quanto a variedade de provas ou pontuação exigida – novamente, são 4.700 universidades e cada uma define a nota que espera. 

No geral, para a graduação é exigido um nível intermediário, mas próximo do avançado. Se você se encontra na época de pós-graduação e vai fazer um programa acadêmico, vai ter que escrever e ler muito e vai precisar de um nível avançado, com certeza. Novamente, pode depender de cada universidade e até de cada faculdade dentro da instituição. A universidade pode pedir por uma nota 80 no TOEFL, mas o curso de arquitetura demandar um 103. 

E as restrições de viagem por causa da covid-19? O que fazer? Não vai poder ir? 

As universidades se adequarem à situação. Quem não pode receber os alunos, dará o amparo necessário de forma virtual. Quem começou o ano letivo ano passado teve aulas online. Com mais cursos onlines, o acesso a essas universidades ficou mais fácil também. As universidades estão mais disponíveis para oferecer apoio e estão dispostas a trazer alunos do Brasil. Por isso que temos a feira acontecendo agora com 35 instituições que querem falar com os alunos, trocar informações e ajudar com dúvidas.  

 

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