Liderança e IA: tecnologia acelera processos, mas exige conexão humana. (wee dezign/Shutterstock)
Redatora
Publicado em 18 de agosto de 2026 às 15h39.
A demanda por fluência em Inteligência Artificial nas vagas de trabalho cresceu sete vezes desde 2023 nos Estados Unidos, segundo levantamento da McKinsey sobre mais de 11 milhões de anúncios de emprego.
O dado chama atenção por não estar concentrado em vagas técnicas, mas espalhado por posições de gestão, finanças, marketing e educação, funções que somam cerca de 7 milhões de trabalhadores americanos.
O movimento poderia sugerir que a régua da liderança mudou de eixo, que quem não fala a língua da IA perde espaço. A leitura mais recente do mercado é outra.
Uma pesquisa da própria McKinsey com mais de 10 mil executivos seniores em 15 países e 16 setores, publicada como parte do relatório State of Organizations 2026, aponta que o fator que mais separa empresas que se adaptam rápido das que travam não é o domínio técnico da ferramenta — é a capacidade de julgamento de quem lidera.
Quer saber se o Pós-MBA em Inteligência Artificial é para você? Fale com um consultor Saint Paul
Nos últimos dois anos, uma leva de empresas reduziu times inteiros apostando que a IA cobriria a lacuna com custo menor — parte delas recuou.
Em vários casos de repercussão, a automação isolada não sustentou conhecimento institucional, pensamento crítico, relacionamento com cliente nem a qualidade das decisões que dependiam de contexto humano, e as companhias acabaram recontratando profissionais que haviam dispensado.
Não significa que a tecnologia falhou. Significa que boa parte das lideranças interpretou mal o que a IA realmente faz bem.
A IA generativa é eficiente para reconhecer padrões, resumir grandes volumes de informação, gerar primeiras versões de documentos e automatizar trabalho repetitivo. Isso melhora a produtividade de forma real. Mas velocidade não é sinônimo de bom julgamento.
Decisões que definem o rumo de uma empresa continuam dependendo de contexto, experiência, ética, inteligência emocional e a leitura de consequências que vão além do dado disponível na tela.
É o argumento central de Claire Bahn, CEO da Claire Bahn Group e membro do Forbes Business Council, em artigo publicado no Forbes: a tecnologia processa informação mais rápido do que qualquer pessoa, mas não constrói confiança, não navega a política interna de uma organização e não assume a responsabilidade quando uma decisão difícil precisa ser tomada.
Um dado da própria McKinsey reforça o ponto: cerca de 72% das competências profissionais hoje são usadas tanto em atividades automatizáveis quanto em atividades que não são. Na prática, a maioria das habilidades não desaparece com a IA. Ela muda de função dentro do trabalho.
O Fórum Econômico Mundial chegou a uma conclusão parecida por outro caminho. Segundo o relatório Future of Jobs 2025, empregadores esperam que 39% das competências centrais da força de trabalho mudem até 2030.
Entre as habilidades que crescem mais rápido em importância aparece uma combinação que intriga quem espera ver só termos técnicos no topo da lista: IA e big data dividem espaço com liderança e influência social, pensamento crítico e capacidade de adaptação.
Ou seja, o mesmo levantamento que mede a corrida tecnológica também mede a corrida por quem sabe decidir em meio a ela. As duas coisas crescem juntas, não uma no lugar da outra.
Para quem ocupa cargos de coordenação, gerência ou diretoria, o recado prático desses números é direto. Virar especialista técnico em IA não é o caminho, nem costuma ser o que a função exige. O que passa a valer mais é o oposto: ter repertório suficiente para questionar premissas, avaliar riscos e prioridades, e decidir onde a IA de fato cria valor no negócio, sem depender de outra pessoa para traduzir a tecnologia em decisão.
É exatamente a lacuna que o Pós-MBA em Inteligência Artificial da Saint Paul foi desenhado para atender: um programa presencial voltado a quem já lidera e precisa de visão executiva sobre IA, não de um curso de ferramentas.
O ponto de virada não é escolher entre humano e IA. É entender o que cada um faz melhor e blindar, na própria trajetória, exatamente as qualidades que a tecnologia não reproduz. Analista, gestor, diretor: quanto mais o cargo depende de julgamento, negociação e leitura de contexto, mais difícil fica de ser substituído.
Quanto mais se resume a tarefas que uma IA executa sozinha em minutos, maior a exposição.
Isso não é sobre resistir à tecnologia, mas sobre atualizar o repertório na mesma velocidade em que o mercado redesenha prioridades, sem abrir mão do que sempre foi função de quem lidera: decidir.
Para quem sente que o desafio está menos na tecnologia e mais em desenvolver as próprias pessoas e decisões sob pressão, a Saint Paul mantém também o Pós-MBA em Liderança, voltado a gestores que precisam ampliar influência, feedback e visão de negócio na era da IA.
Fale com um consultor da Saint Paul e conheça o Pós-MBA em Inteligência Artificial