Liderança: armadilhas mentais podem limitar decisões estratégicas e relações de confiança.
Estagiária
Publicado em 30 de março de 2026 às 16h31.
Última atualização em 30 de março de 2026 às 16h37.
Por que líderes experientes, com acesso aos melhores dados do mercado, ainda tomam decisões que levam a prejuízos? A resposta não está na falta de planilhas, mas na forma como o cérebro processa a realidade.
É isso o que afirma o vencedor do Nobel, Daniel Kahneman, em seu livro Rápido e devagar: duas formas de pensar. De acordo com ele, a mente é operada por dois agentes distintos: o Sistema 1 (rápido e intuitivo) e o Sistema 2 (lento e analítico).
Para executivos, compreender essa diferença pode ser o que separa decisões estratégicas consistentes de erros guiados por "atalhos" mentais.O Sistema 1(rápido) descrito pelo autor, funciona de forma automática. Ele é responsável por detectar intenções, como por exemplo, perceber o “clima” do ambiente e responder a essa sensação com um gatilho defensivo. Ele é emocional, associativo e rápido.
Já o Sistema 2 (analítico) é mais consciente. Geralmente é acionado quando é necessário tomar decisões calculadas, como por exemplo, analisar o retorno de um investimento.
No entanto, o sistema analítico consome muita energia e por isso acaba sendo mais “preguiçoso” em relação ao primeiro. Sendo assim, ele aceita as conclusões apressadas tomadas pelo Sistema 1.
Se você quer crescer com consistência, propósito e visão de futuro, esta masterclass é para você. Faça sua inscrição gratuita e aprenda com Roberto SalloutiA eficiência do sistema rápido em oferecer respostas rápidas e automáticas, em ambiente de alta gestão, pode se transformar em armadilhas:
Quando enfrentamos uma pergunta difícil, nosso Sistema 1 a substitui por uma mais fácil. Por exemplo:
Se não houver uma análise consciente, o líder aprova o investimento baseado em simpatia, acreditando que usou critérios técnicos.
O efeito Halo é a confirmação de valor por características. Ou seja, se um novo funcionário é extremamente carismático e confiante, logo o cérebro associa que ele também é organizado e tecnicamente impecável. É assim que surgem promoções baseadas em impressões superficiais, ignorando a falta de competências reais para o cargo.
Em seu livro Daniel Kahneman utiliza a frase "O que você vê é tudo o que há" para explicar por que líderes costumam ter excesso de confiança em previsões. O cérebro constrói a uma narrativa otimista baseada nas informações disponíveis, ignorando o que ele não sabe. Isso gera planos de negócios baseados em cenários incompletos, que parecem lógicos.
Para evitar que o Sistema 1 dite o curso da ação sozinho, a organização precisa criar mecanismos que forcem o Sistema 2 a trabalhar.
Se até líderes experientes caem nas armadilhas invisíveis da própria mente, a pergunta que fica é: o que separa decisões medianas de escolhas verdadeiramente estratégicas? A resposta não está apenas em mais dados, mas em aprender a pensar melhor sob pressão, reconhecer vieses e estruturar decisões com clareza
Na Masterclass com Roberto Sallouti — CEO do BTG Pactual e uma das principais referências em liderança e gestão no Brasil — você vai entender como decisões de alto impacto são construídas na prática. Mais do que teoria, trata-se de acessar a mentalidade, os critérios e os bastidores de quem toma decisões bilionárias todos os dias, equilibrando intuição e análise em cenários de alta complexidade.
As inscrições são gratuitas. CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE AGORA