Carreira

O novo desafio dos CEOs: como líderes estão lidando com a geração que não aprendeu IA

Desconectados entre a teoria e a prática, jovens talentos chegam ao mercado sem domínio das ferramentas mais exigidas

Não basta colocar inteligência artificial no modelo de negócios e não aplicá-la de maneira responsável nas oportunidades aos funcionários  (iStock/Getty Images)

Não basta colocar inteligência artificial no modelo de negócios e não aplicá-la de maneira responsável nas oportunidades aos funcionários (iStock/Getty Images)

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 10h40.

Você contrata um talento recém-formado com excelente currículo, boas habilidades socioemocionais, experiência em projetos e domínio técnico, mas quando é hora de usar inteligência artificial para acelerar tarefas ou tomar decisões estratégicas, ele trava

Esse cenário tem se repetido nas empresas que operam em alta performance, e a raiz do problema está em uma desconexão cada vez mais evidente. Enquanto o mercado evolui com velocidade e exige domínio de IA, muitas universidades ainda limitam o uso dessas ferramentas. As informações foram retiradas de Entrepreneur.

A diferença de velocidade entre a sala de aula e o mercado

Enquanto empresas dobraram o uso de IA entre 2023 e 2025, segundo dados da Gallup, boa parte das universidades ainda proíbe o uso dessas ferramentas por medo de comprometer a integridade acadêmica. 

Isso significa que jovens talentos são treinados num contexto e jogados em outro, onde precisão, inovação e agilidade com IA são esperadas desde o primeiro dia.

A consequência é a perda de produtividade, necessidade de reeducação e mais tempo até a entrega de valor. É como preparar atletas olímpicos sem permitir que treinem com os equipamentos oficiais da prova.

A lacuna custa caro e já impacta decisões de contratação

A ausência de domínio em IA pode significar perdas relevantes. Se um talento com fluência em IA entrega 20% mais nos primeiros seis meses, com salário médio de US$ 70 mil, a lacuna representa ao menos US$ 14 mil de valor perdido — fora o tempo adicional de treinamento.

Empresas já estão ajustando critérios de contratação, criando programas internos de capacitação e reformulando onboardings. O problema não é mais apenas acadêmico, é de liderança e execução.

O que líderes podem fazer agora para fechar essa lacuna?

  1. Atualize seus critérios de contratação: priorize a capacidade de usar IA no dia a dia, mesmo que o diploma ainda pese.
  2. Construa pontes com universidades: patrocinar projetos, participar de bancas ou cocriar desafios com alunos pode ajudar a preparar a próxima geração.
  3. Invista em capacitação interna: formações curtas e aplicadas ajudam a nivelar times e reduzem o tempo de ramp-up.
  4. Modele a curiosidade: times aprendem com líderes que aprendem. Teste, compartilhe e fale sobre suas experiências com IA.

 

O Na Prática convoca todos os jovens profissionais entre 22 e 35 anos a assumir o protagonismo da própria carreira

O Na Prática nasceu com a missão de transformar o potencial de jovens em resultados concretos para suas carreiras e para o Brasil. 

O curso Execução de Alta Performance é um dos programas mais completos para quem busca sair da estagnação e crescer com consistência.

Tudo o que você ganha ao se inscrever:

  • Aprendizado prático em dois módulos intensivos presenciais

  • Desenvolvimento das competências mais valorizadas pelas empresas: ambição, foco em resultado, integridade e rede

  • Desafio exclusivo (Salto) para colocar em prática seus objetivos imediatamente

  • Reconhecimento profissional mais rápido

  • Networking com jovens de alto desempenho em todo o país

  • Certificado de participação Na Prática

AS INSCRIÇÕES JÁ ESTÃO ABERTAS; GARANTA SUA VAGA

Acompanhe tudo sobre:Branded MarketingNa Prática - Execução de Alta PerformanceNa PráticaNa Prática Execução de Alta Performance

Mais de Carreira

CEO da Uber Brasil: ‘De vez em quando eu faço Uber’

Esse é maior erro dos líderes hoje, diz CEO da Heineken Brasil

CEO que fatura US$ 300 milhões revela técnica para manter mentalidade vencedora

Três maneiras de discordar de alguém ‘sem parecer arrogante’, fala especialista em psicologia