Carreira

Mais de 50% dos brasileiros querem mudar de emprego em 2026, aponta pesquisa do LinkedIn

Profissionais apostam em 3 habilidades para avançar em uma nova fase de carreira. Processos seletivos longos são uma das principais barreiras do mercado de trabalho brasileiro

Segundo a pesquisa, 32% utilizaram ou planejam utilizar IA para encontrar oportunidades de emprego (KanawatTH/Getty Images)

Segundo a pesquisa, 32% utilizaram ou planejam utilizar IA para encontrar oportunidades de emprego (KanawatTH/Getty Images)

Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 12h38.

Última atualização em 15 de janeiro de 2026 às 13h14.

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Mais da metade dos profissionais brasileiros pretende buscar um novo emprego em 2026. É o que revela uma nova pesquisa global do LinkedIn, rede social profissional. Segundo o levantamento, 54% dos entrevistados no Brasil planejam mudar de trabalho no próximo ano — índice acima da média global, de 52%.

O país também se destaca no grau de autopercepção de preparo para essa transição: 37% dos profissionais brasileiros afirmam se sentir prontos para enfrentar os desafios de uma nova fase da carreira, o maior percentual entre os países analisados. Ainda assim, o movimento acontece em um cenário mais competitivo.

Para 63% dos respondentes, encontrar um novo emprego ficou mais difícil no último ano, principalmente por causa do aumento da concorrência (55%) e da maior exigência dos processos seletivos (50%).

“Estamos vivendo um momento em que a busca por emprego não é apenas uma reação às incertezas do mercado, mas parte de uma transformação mais ampla na forma como as pessoas pensam suas carreiras”, afirma Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina e África.

“Os dados mostram que os profissionais estão mais dispostos a experimentar novos formatos, atualizar habilidades e usar a tecnologia a seu favor.”

Brasileiros lideram uso de IA para impulsionar a carreira

A pesquisa mostra que o Brasil está entre os países com maior adoção de ferramentas de inteligência artificial aplicadas ao mercado de trabalho. Entre os profissionais brasileiros:

  • 39% já usaram ou planejam usar IA para personalizar currículos;
  • 35% recorreram ou pretendem recorrer à tecnologia para identificar habilidades compatíveis com vagas;
  • 32% utilizaram ou planejam utilizar IA para encontrar oportunidades de emprego.

“Os dados mostram que os profissionais estão mais dispostos a experimentar novos formatos, atualizar habilidades e usar a tecnologia a seu favor”, diz Beck.

O uso dessas ferramentas também impacta a confiança: 63% afirmam que a IA ajuda a se sair melhor em entrevistas. Além disso, 60% acreditam que a tecnologia pode tornar os processos seletivos mais justos, ao padronizar entrevistas e reduzir vieses humanos. Entre profissionais de Recursos Humanos, essa percepção sobe para 78%.

Processos seletivos longos e impessoais seguem como desafio

Apesar do avanço tecnológico, a experiência do candidato ainda é um ponto sensível no Brasil. O país lidera globalmente a percepção de que os processos seletivos são longos demais (77%) e impessoais (60%).

Outro alerta é o medo de golpes: quase 70% dos profissionais dizem temer vagas falsas durante a busca por emprego. A preocupação é ainda maior entre mulheres (74%) e jovens da geração Z (79%).

Entre as melhorias mais desejadas pelos candidatos estão:

  • Receber feedback após uma negativa (39%);
  • Ter clareza sobre como a IA é usada nos processos seletivos (29%);
  • Garantir avaliações justas e imparciais (28%)

Veja também: Com essas 10 dicas, você cria um perfil “campeão” no LinkedIn, segundo executivo da plataforma

Carreiras menos lineares e trabalhos por projeto ganham espaço

A pesquisa também aponta uma mudança relevante no comportamento profissional. No Brasil, 49% dos entrevistados afirmam ter migrado de empregos fixos para modelos mais flexíveis, como trabalhos por projeto, consultorias ou contratos temporários — percentual bem acima da média global, de 41%.

Entre aqueles que estão há mais tempo em busca de recolocação, as estratégias também vêm mudando:

  • 26% estão aprendendo habilidades em alta, como IA;
  • 24% atualizaram currículos ou perfis no LinkedIn;
  • 24% consideram atuar em funções ou cargos diferentes dos atuais.

“O interesse por novos formatos de trabalho reflete uma mudança mais profunda na relação dos profissionais com a própria carreira”, diz Beck. “Quem enfrenta mais obstáculos também tem ajustado estratégias e explorado caminhos menos lineares.”

Como o LinkedIn usa IA para apoiar profissionais

Para apoiar essa jornada, o LinkedIn vem ampliando o uso de inteligência artificial em suas ferramentas. Um dos destaques é a nova busca de empregos com IA, que permite procurar vagas usando termos mais naturais do dia a dia.

A funcionalidade começa a ser disponibilizada em português neste mês e já é usada diariamente por mais de 1,3 milhão de pessoas em inglês, com cerca de 25 milhões de buscas semanais.

A plataforma também disponibiliza um guia gratuito de busca de emprego, com dicas práticas, orientações de especialistas e cursos voltados ao desenvolvimento profissional.

Metodologia

A pesquisa foi conduzida pela Censuswide com 19.113 respondentes, entre 18 e 79 anos, empregados ou em busca de trabalho. As entrevistas ocorreram entre 13 e 28 de novembro de 2025, em países como Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Índia e Austrália. A Censuswide segue os princípios da ESOMAR e é membro do Market Research Society e do British Polling Council.

Veja também: Executivo do LinkedIn revela as novas formas de destacar o perfil no Brasil usando a IA; veja como

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