Redação Exame
Publicado em 7 de novembro de 2025 às 19h29.
Última atualização em 25 de novembro de 2025 às 19h42.
Líderes podem mover montanhas, mas o jeito como fazem isso muda tudo. A paixão cria calor humano, inspira confiança e convida à colaboração. Já a intensidade em excesso gera pressão, medo e afasta as pessoas.
Entender a diferença entre essas duas forças é essencial para construir equipes engajadas e resultados sustentáveis. As informações foram retiradas do site Executive Coaching Concepts.
A paixão é acolhedora e inclusiva. Líderes apaixonados usam uma comunicação empática, escutam antes de falar, reconhecem o esforço da equipe e mantêm o foco em soluções.
Já os líderes intensos costumam se expressar de forma dura e impaciente, gerando desconforto e inibindo ideias. Ambos entregam resultados, mas o impacto humano é bem diferente: o apaixonado inspira confiança e engajamento, o intenso provoca resistência e medo.
O caso do técnico de basquete universitário Bob Knight mostra os riscos da intensidade fora de controle. Apesar dos títulos e da disciplina exemplar, suas explosões públicas e confrontos físicos acabaram comprometendo sua imagem e o relacionamento com atletas e colegas.
Sua trajetória é um exemplo de como o excesso de autoridade pode destruir o que a paixão constrói.
O executivo Paul E. Purcell, que comandou a Robert W. Baird & Co., ilustra o poder da paixão bem direcionada. Combinando alto desempenho e respeito pelas pessoas, ele valorizava o trabalho em equipe, incentivava feedbacks constantes e criava um ambiente de confiança e propósito.
Essa cultura resultou em expansão internacional e reconhecimento como uma das melhores empresas para se trabalhar.
Há momentos em que a intensidade é necessária, como em crises ou prazos críticos. Nessas horas, o foco e a rapidez na tomada de decisão são vitais.
Mas, passado o momento de urgência, o retorno à paixão e ao diálogo é o que mantém a equipe motivada e resiliente. A intensidade constante gera cansaço emocional e pode destruir a base de confiança construída ao longo do tempo.
No dia a dia da liderança, o desafio não é escolher entre paixão ou intensidade, mas aprender a dosar as duas conforme o momento e a equipe. Líderes intensos podem aprender a moderar o tom e ouvir mais; líderes apaixonados devem saber ser firmes quando a situação pede agilidade.
O segredo está em equilibrar energia com empatia, foco com flexibilidade. Quando a paixão guia e a intensidade é usada na medida certa, o resultado é uma liderança que mobiliza, inspira e transforma.
Transformar a forma de liderar não é apenas uma escolha, mas uma necessidade para quem busca crescer na carreira.
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