Fellipe Sena
Redatora
Publicado em 18 de agosto de 2026 às 10h36.
Em 1995, recém-formado em administração, Fellipe Sena começou como estagiário na área administrativo-financeira de uma multinacional, o grupo Accor.
Foi ali, segundo ele, que teve o primeiro contato com a área que o acompanharia pelas décadas seguintes. “Foi minha primeira experiência com essa área, em paralelo com a universidade”, diz.
Depois de formado, empreendeu por três anos com uma confecção em São José, Santa Catarina, antes de migrar para a gestão de instituições de ensino, setor em que construiu uma carreira de mais de duas décadas.
Passou por nove anos no Grupo Estácio e, ao longo de cerca de onze anos em diferentes períodos, esteve ligado ao Grupo Educacional Opet, de Curitiba, onde atuou na área financeira até julho de 2026.
Ele reconstrói o caminho que o levou da rotina de pagadoria e fluxo de caixa às apresentações para o conselho de administração, passando por um MBA Executivo em Finanças da Saint Paul Escola de Negócios em 2025.
Ele lembra que boa parte das instituições de ensino operou por muito tempo com modelos de gestão familiar, muitas delas mantidas por entidades sem fins lucrativos, até que processos antes centralizados dentro do próprio negócio começaram a migrar para fintechs e para o outsourcing de folha de pagamento e cobrança.
“Isso vai mudando, que é o que também estamos sentindo agora com o próprio avanço da IA”, diz.
A decisão de cursar um MBA Executivo, segundo Sena, apoiou-se em dois motivos: o primeiro foi manter-se atualizado diante da velocidade das mudanças tecnológicas no setor; o segundo veio da vontade de aprofundar o repertório técnico.
Embora atuasse havia anos analisando o negócio pela ótica financeira, trabalhando com indicadores como o EBITDA e apresentando resultados ao conselho, ele queria consolidar essa bagagem de forma mais estruturada.
Antes da Saint Paul, fez um curso de curta duração em finanças oferecido pelo ISAE Escola de Negócios, em Curitiba, em parceria com o IBEF Paraná. Na sequência, avaliou as grades de programas como os da Fundação Dom Cabral e do Insper antes de optar pela Saint Paul, pela combinação entre profundidade de conteúdo e custo-benefício.
Sobre o resultado, Sena faz um balanço direto: “Cerca de 90% do conteúdo foi muito relevante, e boa parte disso me surpreendeu positivamente.”
O ponto de maior impacto prático, segundo ele, apareceu na relação com o conselho de administração da companhia, formado por conselheiros externos com experiência como CFOs.
Como exemplo, cita a possibilidade de comparar a capacidade de geração de caixa da própria empresa com a de outras companhias estudadas em sala.
Sena também credita ao MBA mudanças concretas na rotina de gestão, como a atenção a indicadores que antes passavam despercebidos e ajustes na forma de projetar o fluxo de caixa para a diretoria e o conselho.
“É um curso em que você conversa com muitos profissionais experientes do mercado, e isso inevitavelmente te faz refletir sobre muita coisa que você já faz e fazer diferente”, conclui.
Aqui está o CTA, no formato "LEIA MAIS" usado pela Saint Paul, para entrar logo após o fechamento reflexivo do texto: