jazz música (Jon Feingersh Photography Inc/Getty Images)
Redatora
Publicado em 18 de agosto de 2026 às 11h10.
Imagine assistir a uma apresentação de jazz ou a um número do Cirque du Soleil como parte da grade curricular de um MBA.
Isso já existe e é exatamente o formato de uma disciplina oficial do MIT Sloan School of Management, e o motivo por trás dela diz muito sobre o tipo de liderança que o mercado está procurando.
A disciplina "Leadership in Practice: Making and Learning" integra o modelo de capacidades de liderança do MIT a processos artísticos e vivências práticas, segundo comunicado oficial da própria escola.
Levando artistas, músicos de jazz e performers do Cirque du Soleil para a sala de aula, os alunos experimentam formas diferentes de criar, resolver problemas e se adaptar a mudanças.
A disciplina foi criada pelo artista e professor Aithan Shapira, em parceria com a professora Wanda Orlikowski, referência em estudos organizacionais no MIT Sloan. A proposta transforma o processo criativo em prática cultural, permitindo que os alunos desenvolvam respostas criativas, ágeis e adaptativas à mudança.
A lógica por trás da disciplina é ter conceitos de liderança como "criar uma visão" ou "interpretar um cenário" são fáceis de entender na teoria e difíceis de colocar em prática. Observando como profissionais criativos trabalham ao vivo, o aluno vê esses conceitos abstratos se transformarem em ação concreta, e não apenas em slide de PowerPoint.
O curso é estruturado em torno de quatro capacidades de liderança:
Cada uma dessas capacidades é trabalhada por meio de uma linguagem artística diferente, incluindo sessões de improviso musical.
Entre os alunos que já passaram pela disciplina está Vigen Sargsyan, ex-ministro da Defesa da Armênia e estudante do programa MIT Sloan Fellows MBA. Segundo ele, o curso ajudou a enxergar liderança como uma mistura de conhecimento, habilidade, valores e caráter, e não apenas como técnica de gestão.
Não é uma disciplina para ensinar aluno de administração a tocar piano ou pintar quadro. É uma disciplina para ensinar, na prática e não só na teoria, o tipo de repertório que separa quem só conhece o conceito de liderança de quem sabe agir com ele diante do imprevisto.
O recado por trás da experiência do MIT é direto para quem tem formação em artes, música, teatro ou qualquer área criativa: a vivência que essas áreas desenvolvem naturalmente, como improviso, leitura de contexto, colaboração e adaptação, não é paralela à liderança.
Para uma das escolas de negócios mais tradicionais do mundo, ela é o próprio caminho para ensinar liderança de forma mais eficaz do que um estudo de caso tradicional.
Se você estuda artes, design, música ou qualquer área criativa e já viveu na prática o tipo de liderança que o MIT leva para dentro da sala de aula, chegou a hora de transformar isso em reconhecimento nacional.
O Prêmio Na Prática está com inscrições abertas, gratuitas e abertas a estudantes de qualquer curso e de qualquer estado do Brasil. Inscreva seu projeto e mostre que liderança também se aprende fora do modelo tradicional.