(haryigit/Thinkstock)
Redatora
Publicado em 10 de agosto de 2026 às 13h36.
Última atualização em 10 de agosto de 2026 às 15h43.
Uma crítica inesperada do gestor, um conflito com um colega ou uma mensagem recebida em um momento de irritação podem produzir a mesma reação: responder antes de pensar. Um novo estudo da Universidade de Sydney sugere que antes de agir, vale fazer uma pergunta: “Tenho certeza de que esta é a melhor resposta?”
A estratégia está ligada à metacognição, capacidade de observar e avaliar o próprio pensamento. Em pesquisa publicada em 2026 na revista científica Affective Science, pesquisadores encontraram evidências de que esse tipo de monitoramento também pode contribuir para uma melhor gestão das emoções.
A descoberta ganha relevância no ambiente profissional, onde respostas impulsivas podem transformar um problema pontual em um conflito maior. Em vez de eliminar raiva, ansiedade ou frustração, a proposta é criar espaço suficiente para avaliar o que fazer com elas. As informações foram retiradas da Psychology Today.
Metacognição é, em termos simples, a capacidade de pensar sobre o próprio pensamento. Ela permite perceber o que se sabe, reconhecer incertezas e avaliar se a estratégia escolhida está funcionando.
Os pesquisadores Riley Leckie, Carolyn MacCann e Kit Double, da Universidade de Sydney, investigaram se esse processo também estaria relacionado à inteligência emocional.
Segundo o estudo, monitorar as próprias respostas pode ajudar uma pessoa a reconhecer mudanças emocionais, avaliar a intensidade do que sente e perceber quando é necessário alterar a estratégia usada para lidar com determinada situação.
No trabalho, isso pode aparecer em uma reunião tensa. O profissional recebe uma crítica e imediatamente sente vontade de se defender. A metacognição acrescenta uma etapa antes da reação: “Estou entendendo corretamente o que foi dito? Minha resposta vai ajudar a resolver o problema?”
A aplicação mais simples da descoberta não exige uma técnica elaborada. Diante de uma situação emocionalmente carregada, o profissional pode se perguntar:
“Tenho certeza de que esta é a melhor forma de responder?”
Imagine que um gestor envie uma mensagem questionando uma entrega. A primeira interpretação pode ser de que ele está colocando sua competência em dúvida.
Responder imediatamente com uma justificativa longa e defensiva pode aumentar a tensão.
A mesma pessoa pode, porém, interromper a reação e avaliar o que realmente sabe: o gestor está criticando sua capacidade ou apenas procurando entender o atraso? Há informações faltando? Uma pergunta seria mais produtiva do que uma defesa?
A emoção não desaparece — o que muda é a decisão tomada a partir dela.
Uma interpretação comum da inteligência emocional é associá-la a permanecer calmo independentemente da situação.
A pesquisa aponta para uma lógica diferente. Gerenciar emoções depende primeiro de reconhecê-las.
O indivíduo precisa perceber que está irritado, frustrado ou inseguro para então avaliar se aquela emoção deve determinar sua próxima atitude.
Os autores do estudo destacam que o monitoramento pode ajudar a identificar quando uma estratégia emocional precisa ser modificada — por exemplo, quando deixar o problema de lado não está funcionando e uma reavaliação da situação pode ser mais adequada.
Isso significa que inteligência emocional não é ausência de reação, mas sim a capacidade de acompanhar a própria reação enquanto ela acontece.
A habilidade ganha peso em situações nas quais uma resposta precipitada produz consequências difíceis de desfazer.
Um feedback negativo pode virar uma discussão; uma cobrança pode gerar uma mensagem agressiva; uma discordância durante uma reunião pode ser interpretada como ataque pessoal.
Em cada caso, existe uma diferença entre aquilo que aconteceu e a interpretação feita sobre o acontecimento.
Um profissional pode não controlar a crítica recebida, a decisão da liderança ou o comportamento de um colega. Mas pode avaliar se sua primeira leitura é a única possível e se a resposta que pretende dar atende ao resultado que deseja alcançar.
Essa capacidade também interessa às empresas. O Fórum Econômico Mundial aponta resiliência, flexibilidade, liderança, influência social e motivação e autoconsciência entre as competências humanas que mantêm ou ampliam relevância no mercado de trabalho até 2030.
No fim das contas, dominar a inteligência emocional é dominar a si mesmo. Esse curso é uma oportunidade gratuita para aprender a se automotivar diante de dificuldades, manter o equilíbrio em momentos de alta pressão e liderar com empatia e impacto.
Se você quer transformar suas emoções em um diferencial competitivo, esta é a hora de dar o próximo passo. O curso online gratuito Inteligência Emocional é a oportunidade de desenvolver habilidades que podem transformar sua carreira.