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Redatora
Publicado em 21 de setembro de 2026 às 17h52.
Uma lista recém-divulgada da Fortune Global 500 mostra que 44 mulheres CEOs lideram apenas 8,8% das empresas da Fortune 500 nos Estados Unidos. No recorte global, o número é ainda mais estreito: mulheres CEOs comandam apenas 24 empresas da lista Global 500, o equivalente a 4,8% das maiores companhias do mundo.
O dado contradiz o que pesquisas de liderança vêm mostrando há anos. Levantamentos indicam que mulheres apresentam qualidades de liderança mais desejadas do que homens e têm desempenho superior em resiliência, autodesenvolvimento, honestidade e integridade.
O ABP-W, da Saint Paul, prepara executivas para a transição rumo a conselhos de administração e cargos de C-level, unindo formação técnica e mentoria com conselheiras atuantes. Inscrições abertas.
Segundo um estudo do LinkedIn, para cada mulher que chega a uma posição de liderança durante sua primeira década de carreira, quase o dobro de homens consegue o mesmo feito no mesmo período. É nesse ponto que a trajetória de muitas profissionais perde ritmo, justamente na fase em que se decide quem vai construir o repertório necessário para chegar ao C-suite mais tarde.
A boa notícia é que esse gargalo não é definitivo. Especialistas em desenvolvimento de carreira apontam a capacitação direcionada como a principal alavanca para reverter essa distância, mesmo depois da marca dos dez anos.
As competências mais exigidas para cargos de C-level incluem gerenciamento de mudanças, experiência de setor, tomada de decisão, pensamento estratégico e capacidade de antecipar cenários.
Programas de qualificação genéricos raramente entregam esse conjunto específico, o que torna a escolha da formação tão decisiva quanto a decisão de se qualificar.
O recorte de tecnologia expõe a distância de forma ainda mais direta. Segundo estudo do Fórum Econômico Mundial em parceria com o LinkedIn, mulheres detêm apenas 36% dos diplomas em áreas STEM e representam 25% da força de trabalho nesses campos.
Entre profissionais de inteligência artificial, a presença feminina cai para 22%, e para 12% entre especialistas em aprendizado de máquina.
Mentoria no ambiente de trabalho segue como uma das iniciativas mais eficazes de desenvolvimento de carreira, mas mulheres costumam receber menos indicação e menos apadrinhamento do que homens em posições equivalentes.
Programas que combinam capacitação técnica com mentoria estruturada, incluindo referências femininas já presentes no board, tendem a compensar essa lacuna de forma mais consistente do que qualquer curso isolado.
Isso porque a chegada ao conselho não depende só de conhecimento técnico. Depende também de repertório para tomar decisões coletivas, construir relacionamento com pares e sustentar posição em ambientes historicamente dominados por homens, competências raramente ensinadas em formações genéricas de liderança.