Trabalhos de faculdade inspiram projetos que podem se tornar negócios lucrativos | Unsplash /
Redatora
Publicado em 21 de setembro de 2026 às 17h41.
Até 2030, 59% da força de trabalho global vai precisar se requalificar ou desenvolver novas competências, segundo o Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial. A inteligência artificial, a computação em nuvem e a digitalização dos serviços financeiros mudaram o que se espera de quem trabalha com tecnologia, e empresas do setor têm respondido com programas de formação continuada.
Na Evertec, líder em tecnologia para o setor financeiro na América Latina e no Caribe, essa resposta tem nome e valor: o Programa de Bolsas de Estudos, chamado Becas, já recebeu mais de US$ 1,5 milhão em investimento da companhia desde o início. Feito em parceria com a Fundação Comunitária de Porto Rico (FCPR), o programa paga auxílio de até US$ 1.000 por pessoa, por ano, para cursos de graduação, especialização, mestrado e doutorado, tanto de colaboradores quanto de seus filhos.
"O mercado financeiro e de tecnologia passa por transformações cada vez mais rápidas, impulsionadas por inovações tecnológicas e por novas demandas dos consumidores. Para acompanhar esse ritmo, é essencial investir continuamente no desenvolvimento das pessoas", diz Marcia Drysdale, diretora de RH da Evertec Brasil.
Desde que o Becas começou, já foram concedidas 1.577 bolsas, com 287 inscrições só em 2026. No Brasil, o programa distribuiu 134 bolsas, beneficiando 111 colaboradores e 23 familiares, e o país é hoje o que mais registra pedidos entre as operações latino-americanas da Evertec.
Um dos beneficiados foi André Assis, analista de infraestrutura e sistemas, que usou o auxílio para cursar cibersegurança defensiva. "Hoje em dia estamos cada vez mais interagindo com diferentes formas de ataques e estudar um pouco sobre isso me ajudou a conhecer como podemos nos resguardar. Foi realmente essencial para o nosso dia a dia", conta Assis.
Já Guilherme Rossan, engenheiro de software, concluiu um MBA em Inteligência Artificial Aplicada a Negócios com o apoio do programa, durante um período pessoal difícil que poderia ter interrompido os estudos. "O motivo de fazer esse curso foi enxergar um caminho para a gestão, utilizando IA nas decisões de produtos e serviços e entendendo como o auxílio de dados pode apoiar as melhores escolhas para o crescimento de uma equipe voltada ao negócio", afirma Rossan.
A escolha de quem recebe a bolsa não se limita ao desempenho acadêmico. O processo seletivo, conduzido pela FCPR de forma independente, também considera necessidade financeira e envolvimento comunitário do candidato.
Para Drysdale, o retorno do programa não fica restrito a quem estuda. "Quando investimos na formação dos nossos colaboradores e de suas famílias, estamos investindo também na capacidade da Evertec de continuar inovando. A educação não só transforma trajetórias individuais, mas fortalece nossas equipes e gera impacto positivo nas comunidades onde atuamos", reforça a diretora de RH.
Entre analistas que se preparam para lidar com ameaças digitais e engenheiros que aprendem a aplicar inteligência artificial à gestão, o Becas mostra que investir em educação pode ser, ao mesmo tempo, benefício individual e vantagem competitiva para a empresa.
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