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Redatora
Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 10h32.
“Diga-me o que está sendo difícil agora.” Sete palavras, ditas com calma, têm revelado um potencial poderoso no desenvolvimento da inteligência emocional de crianças, e trazem aprendizados valiosos para qualquer fase da vida.
A frase foi identificada como a mais eficaz na hora de ajudar crianças a acessarem e expressarem o que estão sentindo, de forma segura e sem julgamentos, segundo Reem Raouda, especialista em parentalidade consciente.
Ao longo de anos de pesquisa e observação direta com mais de 200 crianças, ela percebeu que abordagens tradicionais, como “O que há de errado?”, frequentemente geram o efeito oposto ao desejado e fecham as portas da comunicação. As informações foram retiradas de CNBC Make It.
Ao trocar “o que há de errado?” por “o que está sendo difícil?”, o tom da conversa muda. A criança não se sente cobrada, mas acolhida. A defensiva cai e a escuta se abre — princípio básico de qualquer relação emocionalmente segura.
Crianças nem sempre sabem nomear o que sentem. Permitir que descrevam situações e sensações, mesmo que de forma vaga, ajuda a construir, aos poucos, um repertório emocional sólido — essencial também no ambiente adulto e profissional.
Antes de resolver, é preciso validar. A frase mostra que o adulto consegue lidar com as emoções da criança — e isso ensina que sentir não é um erro, mas parte do processo. Um ambiente emocionalmente seguro é o solo fértil para desenvolver a autorregulação.
Ao não forçar uma explicação imediata, a frase oferece liberdade. A criança escolhe quanto quer compartilhar, e esse respeito à sua experiência fortalece autoestima, autoconfiança e senso de agência.
Em momentos de explosão emocional, o raciocínio lógico está em segundo plano. A frase “diga-me o que está sendo difícil” ajuda a desacelerar, priorizando a regulação emocional — habilidade essencial para lidar com estresse em qualquer fase da vida.
Quando os pais perguntam sobre o que está sendo difícil, passam a mensagem de que sentir faz parte, e que é seguro falar sobre isso. A naturalização das emoções desde cedo é a base da inteligência emocional na vida adulta.
As crianças aprendem observando. Quando um adulto responde com calma e curiosidade em vez de controle ou julgamento, ele ensina, na prática, como lidar com sentimentos. E esse mesmo princípio vale para líderes, gestores e qualquer profissional que deseje cultivar relações saudáveis no trabalho.
No fim das contas, dominar a inteligência emocional é dominar a si mesmo. Esse curso é uma oportunidade gratuita para aprender a se automotivar diante de dificuldades, manter o equilíbrio em momentos de alta pressão e liderar com empatia e impacto.
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